29 novembro 2006

Menina bonita (ai...!)


Essa é CéU, que, além de bonita, tem uma voz aveludada e deliciosa.
Quem ainda não ouviu a moça cantar (com sua gostosa malemolência), dê-se esse prazer!
Talentosa, CéU tem sido elogiada pela crítica.

Na Rádio UOL é possível ouvir seu CD (clique aí no link da rádio, que te levará diretamente à página do álbum dela).
Deleite-se!

27 novembro 2006

Photoshop?! Che cosa è questo?


Você tem até 4 de março do próximo ano (dá tempo, hein!) para apreciar a ARTE DA FOTOGRAFIA no Centro Cultural Fiesp.
A exposição O Brasil de Marc Ferrez traz mais de 350 imagens do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS), entre fotografias e originais, produzidas pelo mestre da fotografia.
Delicie-se com o domínio da luz e da técnica, num tempo muito distante do advento do Photoshop, quando “what you get is what you REALLY see” (subvertando o ditado...).

Onde: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp – Av. Paulista, 1.313
Quando: de 14/11/2006 a 04/03/2007 -- terça a sábado, das 10h às 20h; domingo das 10h às 19h
Quanto: grátis

23 novembro 2006

Vá à Lagoa -- mas me chame também!


Estando no Rio, taí um lugar que eu recomendo.
A comida é boa, a cerveja é gelada e os garçons são simpáticos!
Também, não há como ficar mal-humorado em frente àquele paisagem: a lagoa é linda!


Av. Borges de Medeiros, s/n
Parque dos Patins

Lagoa Rodrigo de Freitas -- Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2294-6210

Mostra de Cinema no CCSP


Na Mostra de Cinema promovida pelo Centro Cultural São Paulo, dois recortes, em especial, me chamam a atenção:

Cinema e Cultura das bordas -- de 21 a 26/11

Arte e Saúde Mental -- de 28/11 a 3/12


Vale a pena assistir -- e os ingressos são de graça!
Como eu sempre digo: o acesso à cultura, neste país, vai muito além de iniciativas públicas -- perpassa, na verdade, pela "iniciativa pessoal" (ou seja: não há falta de eventos, não é falha na divulgação, e sim falta de interresse em ir atrás da informação sobre os eventos!). Em suma: tire a bunda do sofá, desligue a TV, saia do Orkut, feche o MSN e saia por aí!. Há vários eventos gratuitos acontecendo na cidade (portanto, dinheiro tb não é desculpa!).
Basta querer ir!

Quer saber mais sobre a Mostra de Cinema no CCSP?
http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao/cinema.htm

Fa bene mangiare -- Pizzaria Avanhandava 34


É uma delícia de lugar, especialmente se vc está afim de curtir um momento "a dois" (achei BEM propício!), esta pizzaria da Famiglia Mancini.
E como "nem só de pizza vive o homem", experimente as massas (tortelloni verde recheado com ricota é delicioso!).

Rua Avanhandava, 25
Bela Vista -- São Paulo
Tel.: (11) 3231-0033

Em tempo: a Avanhandava tem-se tornado, cada vez mais, o quintal gastronômico da Famiglia Mancini, onde eles vêm cultivando, além desta pizzaria e dos restaurantes Famiglia Mancini e Walter Mancini, um bar, que se chamará Jeremias!

10 novembro 2006

Universo Mítico



Uma das melhores exposições à qual tive oportunidade de ir esse ano (e arrisco seguramente dizer, mesmo não tendo o ano acabado ainda, hein!) foi, sem dúvida, O Universo Mítico de Hector Julio Paride Bernabó, O Baiano Carybé, no Museu Afro Brasil.

A exposição, que contou com mais de 500 peças, entre ilustrações, pinturas, objetos, esculturas, a maioria pertencente à família do artista, foi a maior já realizada depois da morte de Carybé.

Carybé foi “pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador e muralista” – além de colecionador!

O colorido das telas, a luminosidade das cores, a composição das formas – tudo maravilhoso, delicioso de se ver (no meu caso, especialmente, também os livros – Carybé ilustrou vários!).

Um texto do jornal O Estado de S. Paulo publicado à época da exposição (http://www.estado.com.br/editorias/2006/04/27/cad103535.xml) comenta que “a família de Carybé pretende criar um instituto para abrigar e preservar sua obra”.

Assim esperamos!

(Carybé: Bahia, 1971)

09 novembro 2006

Karnak tocando com um toque de Karnak



O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo, filé milanesa
Tem coreano, japonês, japonesa

O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire

O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
Açúcar é doce, o sal é salgado

O mundo, caquinho de vidro
tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente

Por que você me trata mal
se eu te trato bem?
Por que você me faz o mal
se eu só te faço bem?

Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas

Everybody is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Ghandi
Só não falamos as mesmas línguas

("O mundo" -- Zeca Baleiro, Chico Cesar, Lenine, Paulinho Moska -- com um toque de Karnak)

08 novembro 2006

Lá vem ela!


Neste final de semana, Maria Bethânia estará com seu show, Dentro do Mar tem Rio, no Tom Brasil, aqui em Sampa.
Seus dois CDs -- Mar de Sophia (inspirado na obra da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andersen) e Pirata (em que "viaja pelo universo folclórico e afetivo das águas e rios do interior do Brasil") -- foram muito bem aceitos pela crítica.

(obs.: como se precisássemos que a crítica afame ou difame para assistir Bethânia!)

Um bom programa pro finde!



Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.
Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.

("Cidade" -- Sophia de Mello Breyner Andresen: Poesia)

Sempre Marcelino!



Nosso querido e jabutizado autor entrecruza preconceito e literatura em entrevista à Revista Bravo

Existe muito preconceito da crítica?

Existe muito preconceito de boa parte da crítica e muita preguiça e acomodação. Mas não quero, aqui, saber dessa regra “dominante”. Mais vale ressaltar figuras como o João Alexandre Barbosa. Foi ele quem primeiro provou do meu Angu de Sangue e acabou indicando o prato a um montão de gente. Quem gostou, gostou.

Quem são os “negros” da literatura brasileira hoje?

São aqueles escritores, verdadeiros, que vivem numa pindaíba danada. Escravos da literatura é o que são. Sem dinheiro para o aluguel, para a cerveja. Talentosos, mas que não se vêem “livres” dessa maldição. Melhor assim, que estejam presos a ela, então.

E os senhores de engenho, quem são?

Conheço uma casa-grande que está cheia deles. Lá, na Academia Brasileira de Letras. Bufam, tomam chá e, salvo alguns poucos, olham pela janela a verdadeira literatura passar. Eu sempre me pergunto o que efetivamente a ABL faz pela literatura no Brasil, me diga. Nadica de nadica. Assim não pode ser. Um dia a senzala toda vai se revoltar. Eu, branco que sou, tô pronto para me misturar. E saravá!

(In: http://bravonline.com.br/noticias.php?id=2268)

Naquela madrugada de 21 de outubro



Se vocês querem saber quem eu sou
Eu sou a tal mineira
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
Não sou de brincadeira
Canto pelos sete cantos
Não temo quebrantos
Porque eu sou guerreira
Dentro do samba eu nasci,
Me criei, me converti
E ninguém vai tombar a minha bandeira

Bole com samba que eu caio e balanço o balaio no som dos tantãs
Rebolo, que deito e que rolo, me embalo e me embolo nos balangandãs
Bambeia de lá que eu bambei nesse bamboleio, que eu sou bam-bam-bam
E o samba não tem cambalacho,vai de cima embaixo pra quem é seu fã
Eu sambo pela noite inteira, até amanhã de manhã

Sou a mineira guerreira,
Filha de Ogum com Iansã

Salve o Nosso Senhor Jesus Cristo, Epa Babá, Oxalá!
Salve São Jorge Guerreiro, Ogum, Ogunhê, meu Pai!
Salve Santa Bárbara, Eparrei, minha mãe Iansã!
Salve São Pedro, Kaô cabecilê, Xangô!
Salve São Sebastião, Oki arô, Oxóssi!
Salve Nossa Senhora da Conceição, atô ki apá, Yemanjá!
Salve Nossa Senhora da Glória, oraieiê, Oxum!
Salve Nossa Senhora de Santana, Nanã Burukê, Saluba, agogó!
Salve São Lázaro, atotô, Obaluaiê!
Salve São Bartolomeu, arruboboi, Oxumaré!
Salve o povo da rua, salve as crianças, salve os preto véio;
Pai Antônio, Pai Joaquim de Angola, saravá!
E salve o rei Nagô!


("Guerreira" –- João Nogueira [cantada magistralmente pela inesquecível Clara Nunes])

07 novembro 2006

Vá ao teatro, MAS ME CHAME!


NONADA
(de Pedro Pires e Zernesto Pessoa)

Falar demais dessa peça é estragar a surpresa.
Tudo ali é mágico, medonho e maravilhoso.

"Sras. e Srs., bem-vindos!"

Quem gosta de ler vai se deliciar nessa peça, em que as leituras se entrecruzam num vai-e-vem tvz nunca por vc, leitor, percebido. Um mundo de personagens com histórias em comum...

Adorei. Vou assistir novamente. E recomendo.

Companhia do Feijão
Rua Dr. Teodoro Baima, 68 -- Vila Buarque
(é uma ruazinha que sai da Consolação, ao lado da Rêgo Freitas)

Tel.: 3259-9086
Sexta e sábado às 21h. Domingo, 19h.
R$ 20,00 -- fica em cartaz até dezembro

06 novembro 2006

Satyrianas 2006


Demais o evento Satyrianas – uma Saudação à Primavera
A edição 2006 (aliás, a primeira foi em 2002!) rolou de 2 a 5 de Novembro e estive lá todas as noites.
Vi peças MUITO boas:

“Fila para Discutir o Mundo” – no NEXT
“D4” (de Nilton Bicudo) – no Espaço Parlapatões
“Um Chopes, Dois pastel e uma Porção de Bobagens” – no Espaço Parlapatões
“Tempestade no Espelho” (de Michel Fernandes) Espaço dos Satyros
“Nonada” – na Companhia do Feijão
“Ex-Filhos” – no Espaço Parlapatões
“Núcleo Dois Canta A Mãe de Brecht e Gorki” (de Bertold Becht sobre o romance de Maximo Gorki) – no Teatro Fábrica São Paulo

São peças muito boas. Muitas continuarão em cartaz.
Mas de todas, sempre tem "aquela uma"... e NONADA é d+