30 dezembro 2007

Mirando o Mirante


Eita, como é belo o Rio.
E meus amigos paulistas -- Edu Prado e Edu Passos -- puderam curtir bastante esses dias por aqui (pois o sol só colabora para as fotos mais perfeitas, como esta, do Mirante do Leblon!).
Eu já tinha estado lá antes, em 8 de setembro, quase "recém-chegada" ao Rio. Mas nessa época estava sem máquina... fiquei sem a imagem.
Agora deu! (hehehe)
É lindo demais esse lugar!

29 dezembro 2007

Um passeio em Niteroi


-- Só podia ser "paulista"!
Foi o que eu disse a meu amigo quando anunciou, por telefone, que o primeiro lugar ao qual gostaria de ir, uma vez chegado ao Rio, era o MAC de Niterói.
-- Só podia ser "paulista" pra querer se enfiar em "museu" com um verão desses!
Como se EU não fosse paulista e não adorasse museus, né? (risos)
O passeio valeu a pena. É lindo o MAC e o dia colaborou: estava um sol lindo demais, o que me permitiu fazer belas fotos (como esta acima).
A construção é maravilhosa. Porém, admito que aquele concreto todo, com o calor imenso que estava fazendo, é angustiante. Lá dentro é gostoso demais: além de fresco, a vista é belíssima!
Em frente ao MAC, o que me chamou a atenção foi a Igreja N. S. de Boa Viagem, construída no século XVII. Mas, infelizmente, fechada pra visitação -- parece que só abre no 1o. ou 2o. domingo de cada mês.
Vou procurar saber e, com certeza, voltar lá. E volto aqui pra contar, é claro!

28 dezembro 2007

Balada das duas mocinhas de Botafogo


Assisti ao curta de Fernando Valle e João Caetano Feyer (http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=4837&exib=5937), inspirado no poema abaixo.

Lindos: o curta e o poema!


Eram duas menininhas
Filhas de boa família:
Uma chamada Marina
A outra chamada Marília.
Os dezoito da primeira
Eram brejeiros e finos
Os vinte da irmã cabiam
Numa mulher pequenina.
Sem terem nada de feias
Não chegavam a ser bonitas
Mas eram meninas-moças
De pele fresca e macia.
O nome ilustre que tinham
De um pai desaparecido
Nelas deixara a evidência
De tempos mais bem vividos.
A mãe pertencia à classe
Das largadas de marido
Seus oito lustros de vida
Davam a impressão de mais cinco.
Sofria muito de asma
E da desgraça das filhas
Que, posto boas meninas
Eram tão desprotegidas
E por total abandono
Davam mais do que galinhas.
Casa de porta e janela
Era a sua moradia
E dentro da casa aquela
Mãe pobre e melancolia.
Quando à noite as menininhas
Se aprontavam pra sair
A loba materna uivava
Suas torpes profecias.
De fato deve ser triste
Ter duas filhas assim
Que nada tendo a ofertar
Em troca de uma saída
Dão tudo o que têm aos homens:
A mão, o sexo, o ouvido
E até mesmo, quando instadas
Outras flores do organismo.
Foi assim que se espalhou
A fama das menininhas
Através do que esse disse
E do que aquele diria.
Quando a um grupo de rapazes
A noite não era madrinha
E a caça de mulher grátis
Resultava-lhes maninha
Um deles qualquer lembrava
De Marília e de Marina
E um telefone soava
De um constante toque cínico
No útero de uma mãe
E suas duas filhinhas.
Oh, vida torva e mesquinha
A de Marília e Marina
Vida de porta e janela
Sem amor e sem comida
Vida de arroz requentado
E média com pão dormido
Vida de sola furada
E cotovelo puído
Com seios moços no corpo
E na mente sonhos idos!
Marília perdera o seu
Nos dedos de um caixeirinho
Que o que dava em coca-cola
Cobrava em rude carinho.
Com quatorze apenas feitos
Marina não era mais virgem
Abrira os prados do ventre
A um treinador pervertido.
Embora as lutas do sexo
Não deixem marcas visíveis
Tirante as flores lilases
Do sadismo e da sevícia
Às vezes deixam no amplexo
Uma grande náusea íntima
E transformam o que é de gosto
Num desgosto incoercível.
E era esse bem o caso
De Marina e de Marília
Quando sozinhas em casa
Não tinham com quem sair.
Ficavam olhando paradas
As paredes carcomidas
Mascando bolas de chicles
Bebendo água de moringa.
Que abismos de desconsolo
Ante seus olhos se abriam
Ao ouvirem a asma materna
Silvar no quarto vizinho!
Os monstros da solidão
Uivavam no seu vazio
E elas então se abraçavam
Se beijavam e se mordiam
Imitando coisas vistas
Coisas vistas e vividas
Enchendo as frondes da noite
De pipilares tardios.
Ah, se o sêmem de um minuto
Fecundasse as menininhas
E nelas crescessem ventres
Mais do que a tristeza íntima!
Talvez de novo o mistério
Morasse em seus olhos findos
E nos seus lábios inconhos
Enflorescessem sorrisos.
Talvez a face dos homens
Se fizesse, de maligna
Na doce máscara pensa
Do seu sonho de meninas!
Mas tal não fosse o destino
De Marília e de Marina.
Um dia, que a noite trouxe
Coberto de cinzas frias
Como sempre acontecia
Quando achavam-se sozinhas
No velho sofá da sala
Brincaram-se as menininhas.
Depois se olharam nos olhos
Nos seus pobres olhos findos
Marina apagou a luz
Deram-se as mãos, foram indo
Pela rua transversal
Cheia de negros baldios.
Às vezes pela calçada
Brincavam de amarelinha
Como faziam no tempo
Da casa dos tempos idos.
Diante do cemitério
Já nada mais se diziam.
Vinha um bonde a nove-pontos...
Marina puxou Marília
E diante do semovente
Crescendo em luzes aflitas
Num desesperado abraço
Postaram-se as menininhas.
Foi só um grito e o ruído
Da freada sobre os trilhos
E por toda parte o sangue
De Marília e de Marina.

(Vinícius de Moraes: Novos Poemas II)

18 dezembro 2007

4x4


Deborah Colker é uma das figuras do mundo da dança que sempre me encantou.
Dona da companhia que leva seu nome, Deborah sempre surpreende em seus espetáculos.
Lembro-me ainda de 4x4 (o que era aquilo, gente!), cheio de delicadeza e precisão.
Memorável...


(imagem "capt[ur]ada" do site DanzaBallet)

17 dezembro 2007

Tradição no Centro


Neste final de semana fui ao Bar Luiz, no centro do Rio.
Tradicionalíssimo, inclusive na aparência!
Pareceu-me (pelo cardápio) especializado em comida alemã, mas não serve somente isso.
O chopp é uma delícia.
E a salada de batata já foi eleita a melhor da cidade!
(também achei... é realmente espetacular!).
Experimente!


obs.: se preferir, tem também um quiosque na praia, quase em frente ao Copacabana Palace! Mas, convenhamos: nem de longe tem o mesmo charme...

Bar Luiz
Rua da Carioca, 39
Centro -- Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2262-6900

(imagem "capt[ur]ada" do blog Marcos RS)

12 dezembro 2007

Guia x Guia x Guia


A PubliFolha lança hoje o Guia GLS São Paulo.
Assunto? "Balada. Balada. Balada".
Pra quem gosta de balada, se joga. (1)

Well... sempre fui muito baladeira. Porém penso, como disse "n" vezes, que o "mundo gay" não se restringe a isso. É desse "detalhe" que as pessoas se esquecem. E ficam perplexas ao saber que gay não é só festa -- eles também apanham, como Ferruccio, Ali e tantos outros (TANTOS mesmo, pois fora os casos que a imprensa mostra [Ferruccio], há ainda os que a imprensa nem vem ao menos a saber [Ali], considerando que estes constituem o triplo ou mais daqueles. No geral: digamos que a cada um que veio a público, outros três aconteceram [cujas vítimas não denunciaram por vergonha, falta de apoio ou a mídia não deu trela etc.]). (2)
Na contramão disso, e pra lá de necessário, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT) também lançará um guia. Trata-se do Guia GLBT para Comunicadores.
Assunto? Orientação sexual, identidade de gênero, cultura, aids, religião, movimentos sociais e outros. (3)
Em suma: lembrem-se de que balada é legal, mas não basta, porque não informa e não conscientiza.
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte...

(...)

Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
E enquanto São Paulo lança o seu guia, o do Rio aguarda a boa vontade de um cristão.
Vejam só a notícia publicada domingo (9/12/2007) n' O Globo, na coluna Gente Boa, escrita por Joaquim Ferreira dos Santos:
Rio gay é vetado
Criador do guia gay "Rio diferente", que será lançado pela Aeroplano, o diretor de arte da editora, Christiano Menezes, passa sufoco para encontrar uma gráfica que tope imprimir o livro. Três empresas já se recusaram a prestar o serviço. "Falei que não tem baixaria, que é de alto nível. Mesmo assim, não toparam".
Vai entender...!
(1) Guia GLS São Paulo. R$ 34,90. À venda no site da PubliFolha.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u349833.shtml

(3) Guia GLBT para Comunicadores. Será distribuído para redações e jornalistas de todo o Brasil. Disponível a partir de janeiro de 2008.
Fonte: http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_20151.htm

obs.: diz a reportagem que "os interessados em conhecê-lo precisam escrever para a ABGLT pelo e-mail presidencia@abglt.org.br", mas
não sei se isso significa que ele será disponibilizado gratuitamente. Ademais, é bem provável que só seja mesmo endereçado aos segmentos ligados à área de comunicação e seus associados. De qualquer forma, acho interessante ter um, mesmo que tenha de se pagar por ele...

11 dezembro 2007

É cada uma que me aparece...


Vejam isso!
"Amar é..." remodelado.
Versão gay!
É cada uma que me aparece.
O que mais falta inventar?
Afe!!! (risos)
Pois já inventaram!
Sérgio Ripado, o já citado colunista da Destaque GLS da Folha Online, postou, com a colaboração de Bruna Angrisani (promoter da festa "Tête-à-Tête"), um pequeno glossário sobre "gírias lés".
Quero deixar CLARO que são gírias de "meninas"; eu já tive 20 anos, você também. Então senta e relaxa. Tem cerveja na geladeira. Se quiser, vá lá pegar, que eu te espero!
Voltou?
Não pegou minha Malzbier, não, né?
Então tá!
Agora sente-se, leia e ria um pouco -- até porque, algumas dessas gírias são do teu (nosso?) tempo, como o "Amar é..." aí de cima!
Fique por dentro da língua das lésbicas*
Embucetada: apaixonada
Bifar: ficar
Mina bife: mina gostosa
Dyke, bolacha, tête, sapa, entendida, hari: lésbica
Dykona: extremamente sapatão
Tomboy: lésbica com visual masculino
Caminhoneira: visual e conduta totalmente masculinos
Regina: ato ou estado de extrema tosquice
Colar modão: colar em alguém, dar em cima
Pedagoga: lésbica mais velha que se esforça para esconder sua homossexualidade
Draga: feia, chata ou inconveniente
Calça batom: a calça que realça os grandes lábios
As "bixas": gays masculinos
Alguém avisa: termo para designar que algo não está bom. (ex.: alguém avisa que o som é péssimo?)
Rebuceteio: a ciranda típica do mundo lésbico (fulana que já ficou com ciclana que já namorou beltrana)
* Várias observações, a começar pelo título. Achei óóóóóótEmo esse trocadilho! Mas nos lembremos de que esse dado é totalmente fake. Nem toda lésbica usa esses termos. Arrisco dizer que a MAIORIA nunca ouviu ao menos falar!
1) essa da Pedagoga foi o fim (kkkkkkkkk). Mas é verdade. Tenho amigas lés que trabalham em escolas. Caaaaaaaaaara, vocês não têm noção do inferno que é. As mães não podem ao menos "sonhar" em saber que elas são entendidas. É um porre (por isso, tratei logo de largar essa área -- hunf!).
2) calça-batom?! (huahuahua). Chorei de rir!
3) a ciranda tem mesmo se tornado cada vez mais típica do mundo lés. Nunca participei de uma (no, thanks!), mas tenho de reconhecerer que é típico sim. Aquela coisa Shane...!

10 dezembro 2007

Um bar pra chamar de seu!


A revista Veja fez uma edição, em 23 de fevereiro de 2007, cujo nome já agrada “de primeira”: "Um bar para chamar de seu"! (magnífico, não?).

Formulado no esquema perguntas e respostas, busca atender às necessidades de cada um que procura um tipo específico de bar (de acordo com as características do usuário: gay, casado, com filhos, cinqüentão, em busca de paquera, procurando um bar romântico ou um bar ao ar livre etc.).

Vá lá, dê uma olhada e procure seu bar!:

Um bar para chamar de seu
Veja São Paulo traz cinqüenta bares sob medida para os mais diversos gostos e ocasiões

http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/1997/m0123236.html

Atentem à resposta à pergunta: "Onde posso achar cervejas brasileiras inusitadas?".
Lágrimas de emoção escorreram pelo meu rosto (kkkkkkkk).
Endereços! Dêem-me os endereços!
Ficam em São Paulo?! Ahhhhhhhhh.
Catapultem-me daqui!
Levem-me lá, AGORA!
obs.: claro que depois fui atrás dessa informação aqui no Rio, e a encontrei numa matéria publicada pelo jornal O Globo, em 4/12. As "inusitadas" aqui você encontra no Herr Brauer e no Dacobal Café. Não fui ainda, mas vou... ah, se vou! E depois que eu for, venho aqui e conto tudinho (hehehe).
(imagem "capt[ur]ada" do site Veja São Paulo)

07 dezembro 2007

Se o bar é bom...


Que tal um Brahma Black geladinho de frente pra praia?
Maravilha, né?
Isso é possível, aqui no Rio, no Quiosque Chopp Brahma.


Estive lá com amigas ontem à noite (na verdade, pela segunda vez).
Coincidentemente, as duas vezes fui à noite, mas não faltarão oportunidades pra ir de dia (hehehehe).
Afinal, calor e chopp foram feitos um para o outro!

Quiosque Chopp Brahma
Posto 4 (entre as ruas Santa Clara e Constante Ramos)
Copacabana -- Rio de Janeiro

06 dezembro 2007

Meu cartão-postal



Olha só que imagem linda!


Tá bom... tá bom... sou apaixonada por Sampa (hehehehe).


Adorei o título da reportagem da revista Veja São Paulo de 24 de outubro, que fala sobre a construção da Ponte Estaiada Jornalista Roberto Marinho: "Nasce um cartão postal".


Chamada na reportagem "a gigante da marginal", a ponte tem uma torre de 138 metros de altura e duas pistas em curva suspensas por 144 cabos que a elevam sobre o rio Pinheiros.


Ainda está em construção, mas estou "doidinha" pra ir lá ver (risos).


Ah... saudades de São Paulo!


(imagem "capt[ur]ada" do site Veja São Paulo)

Curiosidade: a Veja São Paulo foi o PRIMEIRO desses suplementos da revista Veja dirigido às cidades. É a única, também, que tem site próprio. As outras cidades ficam em páginas do site Veja Brasil.

05 dezembro 2007

Bela Bella


Ainda estou com saudades de São Paulo.
E já que falei em "lugares para terminar a noite" (ou começar o dia -- risos), não posso esquecer de citar a Bella Paulista.
Minha relação com ela é bem diferente da que tenho com a Estadão (carinho por aquele lugar porque me remete a várias lembranças de Sampa), mas não posso deixar de indicá-la.
Bella Paulista está mais pra "padaria fina" (como as já aqui citadas) do que pra lanchonete.
Espaço de descolados e baladeiros da Augusta e adjacências, o lugarzinho lota!
Antes das 20h: irá encontrar por lá de tudo, inclusive senhoras que foram buscar o pão e aquele "tiozão" (é... aquele de camisa, com a malha jogada por cima, nos ombros).
Entre 20h e 0h: repleto de gente, incluindo o pessoal que saiu do cinema, o casal de namorados, a patricinha com as amigas, os mauricinhos com os caras, e a galera que está indo pra balada e passou lá pra comer.
Depois da 0h: eles continuam lá. Uns já foram, outros estão vindo. E vem chegando mais. Parece que aquele lugar não esvazia!
Na madruga total: lotou de novo. A turma saiu da balada e passou lá pra tomar café.
Tá esperando o quê?
Bella Paulista
Rua Haddock Lobo, 354
Cerqueira César -- São Paulo
Tel.: (11) 3214-3347
(imagem "capt[ur]ada" do blog do Baiano)

04 dezembro 2007

Fecha?


Em meus momentos "saudades de São Paulo" fico me lembrando do que ficou por lá.
Hoje minha memória foi buscar a lanchonete do Estadão, e fiquei me perguntando se aquilo lá fecha em algum momento do dia...
Não fecha, não (risos). 24 horas no ar, servindo cafés, PFs, lanches (entre os quais, o famosíssimo sanduíche de pernil).

Eu vivia lá; era quase uma extensão da minha casa, já que eu morava a algumas ruas dali.
Pra minha sorte, todos os dias tinha de passar em frente à Estadão pra ir trabalhar, pra ir pra facul, pra ir no apê do meu amigo Duddy, pra chegar em casa... Que chaaaaaaaaaaaaaato (risos). E mesmo quando não tinha, ia lá também.
Concordo que a long neck tem preço de barzinho, apesar daquilo ser uma lanchonete (hehehe). Eu NUNCA comprava cerveja ali (afe!).
Em compensação, para aquele café, na madruga, pós-balada, a Estadão é mestre.

Saudades de lá... deste mesmo sol do amanhecer que vejo agora no Rio a descer pelo Vale do Anhangabaú (perto de onde a Estadão fica). Pra melhorar, ela é de esquina (olhe novamente a foto); entra muita luz ali... está sempre claro (essa foto, por exemplo, aposto "minhas ceroulas" que foi tirada pela manhã).

Corta. Volta para dezembro de 2006, olhando em volta e sentindo o sol do amanhecer no centro de São Paulo. Claridade. Sozinha, sorrio, balanço a cabeça, deito os olhos pro chão (ainda sorrindo) e novamente ao redor (agora, mais ainda, rindo sozinha; gosto de me sentir fazendo parte desta cidade). Entro na Estadão e peço meu expresso com pão de queijo, enquanto observo a megalópole cosmopolita despertar. São Paulo tem uma névoa bonita quando acorda...
Nostalgia. Nostalgia. Nostalgia.

Estadão Bar e Lanches
Viaduto Nove de Julho, 193
Centro -- São Paulo
Tel.: (11) 3257-7121

03 dezembro 2007

The victims we know so well


Se chocou com as fotos acima?
Pois é... elas estão aqui pra nos lembrar de que nem só de balada vive o "mundinho" GLBT.
Hoje se vive a "euforia homossexual"; as meninas beijam as amigas de escola na boca porque é cool, mas ignoram que homossexualidade é um conceito muito mais amplo e tem suas implicações.
Esta é uma delas.
O da esquerda, Ali, foi espancado em São Paulo em fevereiro.
-- descobri lendo um blog cujos título e temática me despertaram a atenção: "Who do u think u r", de Fabricio Mardegan.
Para saber detalhes da triste história de Ali, acesse: http://whodouthinkur.blogspot.com/2007/02/basta_12.html
O da direita, Ferruccio, foi surrado em Niterói em novembro.
-- caso recente, amplamente divulgado pela mídia.
É feio e triste ver uma coisa dessas.
Não sei se o termo que define isso é nojo, indignação... perco as palavras diante de atos como este -- mas não a atitude, e por isso faço QUESTÃO de postar isso aqui.
Até quando veremos gays serem tratados de forma tão cruel?