29 janeiro 2008

Verão de pingüim


Jizuiz, que frio é esse?!
Em pleno verão?
Inacreditável!
Isso me lembra um texto publicado em 31/5/2007 na coluna online de Ancelmo Gois n’O Globo.
O frio é relativo

30ºC ou mais:
Baianos vão à praia, dançam, cantam e comem acarajé.
Cariocas vão à praia e jogam futebol.
Mineiros comem um feijão tropeiro.
Paulistas estão no litoral e enfrentam 2 horas de fila nas padarias e supermercados da região.
Curitibanos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade.

25ºC:
Baianos não deixam os filhos saírem ao vento após 17h.
Cariocas vão à praia, mas não entram na água.
Mineiros comem um "queijin" na sombra.
Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral e ainda entram na água.
Curitibanos reclamam do calor e não fazem esforço devido ao esgotamento físico.

20ºC:
Baianos mudam os chuveiros para a posição "Inverno" e ligam o ar quente das casas e veículos.
Cariocas vestem um moletom.
Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas decidem deixar o litoral, começa o trânsito de volta para casa.
Curitibanos tomam sol no parque.

15ºC:
Baianos tremem incontrolavelmente de frio.
Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo.
Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral.
Curitibanos ainda dirigem com os vidros abaixados.

10ºC:
Decretado estado de calamidade na Bahia.
Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas.
Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão.
Paulistas agora estão presos nos congestionamentos na cidade de São Paulo.
Curitibanos botam uma camisa de manga comprida.

5ºC:
Bahia entra no armagedon.
Cesar Maia lança a candidatura do Rio para as Olimpíadas de inverno.
Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha, que já se assemelha a uma fogueira de São João.
Paulistas vão a pizzarias e shopping centers com a família.
Curitibanos fecham as janelas de casa.

0ºC:
Não existe mais vida na Bahia.
No Rio, Cesar Maia veste 7 casacos e lança o "snoubórdi in Rio".
Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha.
Paulistas vão para Campos do Jordão e enfrentam 2 horas de fila para sentarem em restaurantes e barzinhos.
Curitibanos fazem um churrasco no pátio... antes que esfrie.
(imagem "capt[ur]ada" do blog Djamb)

27 janeiro 2008

Vai encarar?


Apesar de o título deste post remeter a Cabide -- que Ana Carolina deu pra Mart'nália gravar --, creio que Boto meu povo na rua (de Arlindo Cruz) foi a música que a tornou realmente conhecida do grande público.
Não bastasse ser filha de quem é (Martinho da Vila e Anália Mendonça, dos quais deriva seu híbrido nome), Mart'nália foi apadrinhada por Caetano, que lhe indicou o caminho da percussão.
O CD veio parar em minhas mãos antes de eu assistir ao show (ontem, na quadra da Vila Isabel) e gostei do que ouvi.
Admito que as músicas de que mais gostei do CD descobri serem parcerias boas desta danada -- como Benditas (com Zélia Duncan) e Essa Menina (com Moska).
Entretanto, a música que mais gosto desse CD é Chega (huahuahuahua). Muuuuito boa! Principalmente pra quem já passou por situação semelhante.
"A pedidos", inclui a letra da música ao final deste post.
Saindo de Vila Isabel, resolvemos (minhas amigas e eu) esticar até a Lapa.
Nunca “contra-indiquei” um bar no meu blog, mas pra tudo se tem uma primeira vez: Bar Dom Lukas. Tem ‘pinta’ de bar, cobra preço de bar, mas estrutura de boteco! O banheiro parece ter sido “improvisado”. A música estava alta demais. A porção de picanha estava dura. As torradas que acompanhavam estavam já meio murchas. Em suma: com tanto bar pra vc ir na Lapa, não perca seu tempo em se dirigir a este!

Bar Dom Lukas [categoria: bodega non-grata!]
Rua Mém de Sá, 89
Lapa -- Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2252-6569
CHEGA
Mart'nália
(Não, não te quero mais
Agora eu é que decido aonde eu vou
Não, não. Não suporto mais
Prefiro andar sozinha como sou
Andar de madrugada feito traça, feito barata, feito cupim
Dizer pra mim que eu gosto mais de mim
Que eu sou assim
E não tem jeito)

Vai sair da minha vida
Você vai ter que mudar
Na minha casa, com os meus amigos. Chega!
Ainda mais agora que eu vou viajar
Pra me livrar de você
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo
Nada!
Andar de madrugada feito traça
Feito barata
Feito cupim
Dizer pra mim que eu gosto mais de mim
É... eu sou assim
E não tem jeito
Pra entrar na minha vida
Você vai ter que mudar
Na minha casa, com os meus amigos. Chega!
Ainda mais agora que eu vou viajar
Pra me livrar de você
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo
Nada!
Pra entrar na minha vida
Você vai ter que mudar
Na minha casa, com os meus amigos – e chega!
Ainda mais agora que eu vou... Viajei!
E me livrei de você
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo
Nada!

Pra você é o fim da estrada
Com você fechei a tampa
Da minha casa, dos meus amigos – e chega!
Ainda mais agora que eu vou... Viajei!
E me livrei de você
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo
Nada!

25 janeiro 2008

São Paulo: 454 anos


Muita gente curte Sampa só para passear, não para morar.
De fato, tem de gostar muito daquilo lá -- eu AMO, então sou suspeita pra falar (risos).

Tenho muitos amigos que me chamaram de doida quando fui morar em Sampa.
Outros, ainda, tentaram lá morar, mas não conseguiram.

Eu, apesar de nascida na praia, desde moleca, sei lá porque, já tinha FASCÍNIO por São Paulo.
É o paraíso -- especialmente para os hiperativos: há MUITA opção naquela cidade.
E eu sou bem o tipo: adoro ter 100 coisas pra fazer e outras 1.000 pra conhecer.
Por isso São Paulo combina comigo.
Entretanto, creio que haja muita gente com a qual ela não combine, pois a cidade é alucinante demais.
Tem hora em que você PIRA ali (risos). Mas já sou meio pirada (?!), então me identifico.

Já desisti de morar em Sampa uma vez.
Mudei-me pra São Carlos, cidade do interior.
Calma. Pacata... Fiquei quase louca de tanto silêncio (..................).

Sou cosmopolita MESMO. Bicho urbano total.
Adoro a natureza -- quero deixar isso aqui muito claro --, mas pra ir lá e voltar. Ficar lá, não.
Acredito que a humanidade já superou essa fase de “viver no mato” -- isso, pra mim, era coisa de homens das cavernas (risos).
E sei que sou polêmica ao dizer isso!

Parabéns, minha megalópole cosmopolita!
(foto: Agilberto Lima_Ag. Estado)

22 janeiro 2008

Bicentenário I -- Salvador


Há 200 anos, Dom João e a realeza toda da corte, vindos diretamente de Lisboa, fugindo de Napoleão, desembaracam em Salvador (na época, a capital da colônia), onde passaram um mês antes de partir rumo ao Rio de Janeiro.
E daí?
Nada... só pra deixar registrado que 1) o primeiro lugar onde a família real desembarcou no Brasil foi Salvador; 2) no meio desse auê de comemorações do bicentenário, as pessoas se esquecem disso; 3) o Rio não "nasceu" capital do império.
(imagem "capt[ur]ada" do site de Luiz Humberto)

21 janeiro 2008


Diz o velho ditado que "uma imagem vale mais que mil palavras".
Então...
Silêncio!
(Neve no Muro das Lamentações -- foto: Eliana Aponte_Reuters)

09 janeiro 2008

Deus! -– mas pode chamar de esperança


Ok.
Acredite que você é fruto de um acidente biológico ocorrido há milhões de anos.
É um direito que lhe assiste.
Desacredite do tal "design inteligente".
Você pode.
Duvide que haja um criador, um "deus".
Tudo bem.
Pode chamar de esperança.
Esperança de que a vida não acaba como uma lâmpada se apaga.
Esperança de que amanhã tudo ficará bem.
Esperança de que nem tudo está perdido.
Isso, meu caro, é fé... em Deus.
Mas pode chamar de esperança.

07 janeiro 2008

No sertão de Rosa



E já que o assunto é nostalgia, fiquei lembrando daquele finde em Sampa.
E lá vai novamente o trio: eu, Du e Beto!


Desta vez, resolvemos ir ao Museu da Língua Portuguesa -- idéia do Du, que também nos convenceu de que lá de casa (Bela Vista) dava tranqüilo pra ir a pé pro Museu (na Luz!). E lá fomos para mais uma caminhada, gastar as calorias dos litros de cerveja da noite anterior.

Nem preciso dizer o quanto amei o Museu do Língua Portuguesa e, na ocasião daquela visita, a exposição que estava acontecendo por lá: Grande Sertão Veredas.
Uma tarde realmente memorável!

(imagem "capt[ur]ada" do site Vermelho.org)

06 janeiro 2008

Idílio etílico



Há exatamente um ano apresentei a meu amigo Roberto, carioca, o "devaneio" que é a noite de São Paulo.
Foi uma noite bastante agitada, que começou com a visita ao apê do Júlio, meu amigo-vizinho, ou vizinho amigo (risos -- saudades do Júlio... o cara me faz rir muito).
Papo vai, papo vem, cerveja vai, vinho vem -- e juntou uma galera no apê dele. De lá, estavam todos indo ao Chopp Escuro (sobre o qual qualquer hora posto alguma coisa; afinal, já fui lá várias vezes), mas não pudemos acompanhá-los porque outra turma de amigos meus (que chamo carinhosamente de "Turma do Funil") nos aguardavam no Monarca -- e pra lá nos dirigimos.
-- Garçom! Traz mais uma cerveja!
A conversa estava boa e a cerveja, gelada.
Ficaríamos mais, porém havia meu amigo Du nos esperando no Bocage -- e lá fomos nós.
-- Ivan! Serve aí uma gelada pra gente!
(eu, no Bocage, sempre no balcão batendo papo com Ivan ou azucrinando o Sr. Alcides).
E vamos bater papo, que a noite é longa.
-- Já foram ao Director's Gourmet? Fica aqui, na rua de trás. -- disse o Du.
E, quando saímos do Bocage, lá fomos nós pro Director's Gourmet! (sobre o qual também vou falar uma outra hora).
-- Aqui serve Original? Traz uma pra gente, por favor, bem geladinha!
E a noite foi assim, passando, de conversa em conversa, de bar em bar, até decidirmos nos ir.
-- Vamos continuar descendo a Augusta.
Opa! Descer a Augusta e não passar no Silo's ou Bar da Lôca (outro post que estou devendo...) é ir a Roma e não ver o papa! (hehehehehe).
-- O que tem de cerveja gelada aí?
E lá vem mais cerveja e mais bate-papo.
Mas... como tudo o que é bom acaba, agora sim, tínhamos de ir.
Seguimos descendo a Augusta.
-- Ei, ei! Pra fechar: bora passar na Estadão!
Huahuahuahuahua! Pelamor! O que foi isso? Um tour?
Sei lá se foi. O que sei é que a gente "quase" amanheceu tomando café na Estadão.
Poxa... isso faz um ano!
Que saudade daquela cidade... das minhas noites em Sampa. Da minha instrínseca boemia!

04 janeiro 2008

Vinte anos sem Henfil...


Em 4 de janeiro de 2008 faz 20 anos que Henrique de Souza Filho, o Henfil, nos deixou.
Se estivesse vivo faria, mês que vem, 64 anos, em 5 de fevereiro.
A ele, um “grande herói” nacional, minha homenagem com um texto cuja autoria desconheço (é atribuída, mas não verificada), e que acho muito próprio para um cara como Henfil!

A vida segundo Charles Chaplin
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade.
Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando... e termina tudo com um ótimo orgasmo!!!
Não seria perfeito?

03 janeiro 2008

Mascarpone com amarena


Ai... Verão. Delícia!
Aqui perto de casa tem uma sorveteria chamada Finlandês.
Pra quê que eu fui descobrir isso! (risos).
Entre os sabores tradicionais e as novidades, fico sempre com as últimas.
Meu preferido: Mascarpone com amarena.
Hã?
Repete!
Sim...
Mascarpone é um tipo de queijo originário da região da Lombardia, na Itália.
Amarena é uma variedade de cereja, igualmente italiana.
Dá pra imaginar a mistura?
Indescritivelmente deliciosa!
Quis postar aqui só pra deixar vocês com água na boca.
Hum...!

02 janeiro 2008

Insularidade


Parece que foi em 1958... Mas não foi, não!
Essa foto é deste ano mesmo.
Olha eu lá, de vestidinho ao vento, na Urca.
Que lugar bonito.
Que praia feia.
Que bairro tranqüilo.
Que belas casas.
Que linda vista.
Que sensação insular.
Urca...
(foto: DuPrado)

01 janeiro 2008

Como sempre: saudade de São Paulo...


Sim. Estou no Rio.
Mas não iria NOVAMENTE colocar a foto da queima de fogos.
É como já me disseram uma vez: "É linda. Mas vc vê 1, 2, 3 vezes... Acaba percebendo que, no fundo, é a mesma coisa!".
Acho que todo réveillon no mesmo lugar acaba sendo "sempre a mesma coisa".
O meu foi especial porque estava cercada de pessoas especiais -- então, valeu!
Porém não deixei de sentir aquela pontinha de saudades de Sampa e não resisti a colocar uma imagem da Festa na Paulista.
Linda. Linda. Linda.