29 fevereiro 2008

A cada 4 anos


Fevereiro foi um mês complicado pra mim.
Não consegui postar nada porque, além de inumeráveis imprevisto, meu HD "morreu" e quase perdi tudo.
Graças à minha linda irmã recuperei 90% do meu HD.
Claro que fiquei feliz quando vi meus documentos, fotos e imagens de volta (ufa!), mas também dá uma tristeza danada quando, com o passar dos dias, você começa a lembrar de algum coisa que você não está encontrando ali entre os "arquivos recuperados".
Lembro-me, por exemplo, que fiz uma extensa pesquisa de padarias (aquelas "especiais", sabe?) e restaurantes (com uma sessão dedicada só aos naturalistas) de São Paulo que conheço. Eu já havia organizado tudo: fotos, endereços, comentários de um por um. Estavam numa pasta... faltava só arrumar um tempinho pra postar... JÁ ERA!
Minha planilha de custos também (e aquilo dá um trabalho pra fazer...!) -- foi pro saco!
Mas, entre mortos e feridos, não tenho do que reclamar. Eu tinha mais de 200 fotos no computador -- e TODAS elas estão aqui comigo de volta (aquela maldita mania de "deixar pra fazer backup numa outra hora", sabe?), agora DEVIDAMENTE gravadas em CDs -- e as imagens, em discos virtuais.
Hoje é o último dia de fevereiro.
Tenho umas dez postagens pra fazer sobre coisas legais que rolaram este mês (sim... em meio à toda essa mixórdia, salvaram-se bons momentos) e farei isso no mês que vem, com data retroativa.
Mas não podia deixar de registrar um post hoje mesmo. Hoje, 29 de fevereiro, um dia que só ocorre a cada 4 anos.
Não dava pra perder, né?

28 fevereiro 2008

O "extremo oriente" da América


Pois foi só falar em viagem que causaram "sensações estranhas" para me lembrar de uma viagem que ainda tenho a fazer: João Pessoa.
Com tanta capital no Nordeste para conhecer, por que escolhi João Pessoa? Porque é a cidade mais "ao leste" de todo o continente.
É isso mesmo! E não me venha com esse papo de Groelândia, pois ela é uma ilha.
Sim, faz parte do continente, mas vamos deixar a Groelândia pra lá! (risos)
Já descobri, por exemplo, que não posso deixar de conhecer o Farol do Cabo Branco.
Segundo informações do site FériasBrasil (de onde capt[ur]ei essa foto), "o Farol do Cabo Branco representa o extremo leste do Brasil, indicando a localização da Ponta do Seixas. É ali que o sol nasce primeiro nas Américas".
Não posso perder essa!

27 fevereiro 2008

"Cacha" 2



E já que assunto é "Cacha", uma coisa leva à outra.
Lembrei-me de outra viagem e de que a sensação mais estranha que já tive foi estar numa ilha: a sensação de insularidade.
Quando estive em Itaparica, em 2004, e de lá olhava o continente, nada me causava estranhamento.
Entretanto, quando fomos conhecer "a última praia da ilha", Cacha-Prego, o que senti foi totalmente estranho: é o fim. Fim. Acabou. Não tem mais terra. Cacha-Prego é uma ponta, então te dá a plena dimensão dessa coisa que é uma ilha: acabou.
A foto mostra bem isso: à esquerda, Cacha-Prego (Ilha de Itaparica); em frente, outra ilha.
Parece perto, mas não dá pra ir nadando, não.
E o continente, cadê?
E se isso aqui afunda de repente, pra onde a gente vai? (risos).
Ao estudar a literatura de Cabo Verde, percebi como a insularidade era um tema recorrente.
Reconheço que não se sabe o que é até estar efetivamente em uma ilha.
Parece que se está isolado do mundo...
Ainda assim, adorei!

(foto de Ramón Pedregal)

Cacha disso, cacha daquilo



Continuo viajando em minhas lembranças de viagem.
Uma viagem dentro da outra, portanto!
Agora minha memória me catapultou pra Trindade.
Que delícia de lugar!
Tirei cada foto linda (que não estão aqui comigo agora, infelizmente!).
Trindade é uma vila de pescadores -- ao menos era em 2003, quando estive por lá.
Pequena e simpática, proporcionou dias lindos, de sol, céu azul...
Não gostei muito da areia (grossa) e o mar era bravio.
Mas a natureza ao redor. Hum...! É um oásis para minha cabeça metropolitana.
Cepilho, Praia do Meio, Praia de Fora... Cacha d'Aço -- ou Cachadaço (essa foto aí em cima).
Pra se chegar lá dá trabalho.
Estão vendo que a foto foi tirada em meio à folhagem? É porque tem de subir uma trilha para se chegar a ela (ou ir pelo mar, de barco).
Aventureira, fui pela trilha, SOZINHA, no último dia de estada em Trindade (vocês acham que eu ia perder essa?!).
Amanheceu sol. O céu estava azul.
Valeu a aventura!
Aliás, preciso voltar a Trindade qualquer dia desses...
obs.: acabei de lembrar que não foi minha única aventura em Trindade. Dias antes, eu já havia escalado uma pedra enorme na ponta do Cepilho e fiquei de lá olhando o mar, lindo, lindo...
(foto: Wellinton Alves)

26 fevereiro 2008

Esqueça Porto de Galinhas...



Pronto! Agora embalei de lembrar de viagens!
Desde a semana passada estou nessa onda! (risos)
Ah... TAMANDARÉ, em Pernambuco.
Como é lindo aquele lugar.
Esqueça Porto de Galinhas: siga em frente e vá pra Tamandaré.

Estive lá há dez anos (afe! O tempo passa, hein?). Ivete Sangalo ainda não fazia shows por lá (encontrei essa informação quando procurava por uma foto do lugar). Tamandaré não era tão balada...
Nesta foto está a Igreja de São Pedro. Assim, lindinha, à beira-mar. Tenho uma foto nessa Igreja (que não encontrei; deve estar no baú de coisas de meu antigo quarto na casa dos meus pais, onde vou guardando tudo que não cabe no meu apêzinho). Nela, apareço sentada na escadaria em frente à igreja; as ondas lambendo os degraus; o sol lindo e fresco do amanhecer. Lembro-me que era janeiro, e como Pernambuco não adota o "horário de verão", o sol já brilha às 5h30 da manhã. Um espetáculo!
Há também, em Tamandaré, outras igrejas à beira-mar, como a de São Benedito e a de São José das Botas, mas não tive tempo de ir lá.
Eu tinha "outras coisas" pra fazer...

(foto: Lucila Gaspar)

25 fevereiro 2008

Muito além do cangaço


Hoje me lembrei de que nesta data, no ano passado, resolvi sair de casa determinada a ver a exposição “Cangaceiros” no MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo).
Era o último dia da exposição. Eu não podia deixar de ver!
Foi ótimo ter-me deslocado até lá, em pleno domingo -- apesar da chuva que tomei na volta!
Como ao lado do MIS fica o MuBe (Museu Brasileiro de Escultura), e, àquela época, rolava por lá uma feira de antigüidades, aproveitei o passeio e me estendi até lá (aliás, devo aqui um post sobre as feiras de antigüidades de São Paulo; fui a muitas delas, pois adoro!).
Voltando à exposição, além dos objetos do bando de Lampião (nem quero imaginar o estrago que fazia aquelas "peixeiras" no "bucho" de alguém!), impressionaram-me mesmo as fotos de
Benjamim Abrahão. Muitas delas mostram Lampião LENDO (livros, jornais). Estavam pensando que o "cabra", por estar lá no meio do sertão, era ignorante? (aliás, esse é o pensamento que infelizmente perdura em relação aos sertanejos, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil). Pois nada disso!
Li também algumas "conjecturas" sobre Maria Bonita. Uma delas dizia que ela era aventureira e ambiciosa, e que sabia "muito bem" o que estava fazendo quando largou o casamento medíocre que vivia para se aliar a Lampião. Isso derruba por terra aquela idéia da "mocinha seqüestrada pelo bandido" (apesar de, em alguns casos, parecer ter mesmo acontecido, como conta o filme Dadá & Corisco [1996]: ele se apaixona por ela e a seqüestra; de fato, ela, posteriormente, engaja-se no movimento do cangaço, mas isso não apaga o fato de ter sido para ali levada, a princípio, à força).
Eduardo Simões, em reportagem para a Folha de S. Paulo, em 2006 (portanto, anterior à exposição), quando do lançamento do livro Cangaceiros, faz um apontamento curioso a respeito da relação cangaço/mídia, que vale a pena aqui reproduzir:
A literatura de cordel e o cinema novo heroificaram o cangaço e seus líderes mais notórios, Lampião e Corisco. Bandidos sangüinários, eles souberam usar, antes das letras e do celulóide, uma outra mídia para se autopromover e intimidar. Nos anos 30, Lampião deixou que o mascate libanês Benjamin Abrahão fotografasse a si e a seu bando, uma história já contada pelos cineastas Paulo Caldas e Lírio Ferreira no longa
Baile Perfumado (1997).
Espertinho o cabra, não!?
(imagem capt[ur]ada do site da Revista Pesquisa Fapesp)

23 fevereiro 2008

Estamos indo de volta pra casa


Enfim, depois de 15 dias, estou voltando pra casa!

22 fevereiro 2008

Floripa




Fui falar ontem da viagem de meu amigo, acabei me lembrando de uma viagem que fiz em fevereiro de 1997 (credo, já está fazendo 11 anos este mês!).
Lembro-me que eu mal tinha chegado das Serras Gaúchas, para onde eu tinha ido no Carnaval, e fui convidada a ir a Floripa, onde fiquei instalada num camping na Lagoa da Conceição.
Tirando a questão do camping (honestamente, baby, EU GOSTO É DE CON-FOR-TO!), a viagem foi legal -- mas chovia a cântaros naquela cidade!
Foi numa das raras vezes em que as nuvens se desiparam que surgiu diante de mim, desnuda e bela, Joaquina.
Viagem dentro da viagem...
(foto: Eduardo Silva)

21 fevereiro 2008

Encantadora viagem


Meu amigo Edu está fazendo uma viagem encantadora.
Como sempre acho que quem melhor relata é quem vê (não é pra menos o termo "testemunha ocular"), reproduzo aqui seu e-mail, enviado ontem:
Olá amigos, estou falando hoje diretamente de Antofagasta, no litoral norte do Chile.
Por que hoje? Acho que deu saudades, porque estou na metade da minha viagem... mas principalmente porque sempre disse que nunca tinha visto o mar em noite de lua cheia -- sim, nos meus 35 anos, nunca. Mas hoje está acontecendo, e, por ironia, bem diante do ocenano Pacífico, e não do Atlântico.
Esta cidade, durante o dia, é feia: uma cidade litorânea que cresceu no meio do deserto. Mas à noite se transforma.
A lua, enorme e amarela, foi surgindo por detrás da serra que margeira a cidade; foi saindo do meio do deserto do Atacama, pois atrás desses morros já [é] o deserto. É uma imensa serra desértica apinhada de casas que, agora à noite, estão brilhando e se refletindo no mar; é realmente lindo. De um lado um farol aceso, como nos filmes, o mar bravo e lua prestes a banhar toda a serrania.
Como disse, estou na metade da viagem. Já vi lugares realmente maravilhosos. Puerto Varas, no sul, e o Lago Todos los Santos, de um azul absurdo e ladeado de vulcões cobertos de neve.
Paro aqui: a descrição do lago me chamou a atenção e fui em busca de uma foto.
Achei esta (linda, não?), que creio fazer jus ao que meu amigo viu.
Segue sua descrição da viagem:
A cidade de Peulla, na divisa com Bariloche, na Argentina, que preserva um ecossistema perfeito nas margens da cordilheira dos Andes. A cidade de Pucón, também no sul, onde vi lagos de cor verde em meio a uma floresta temperada, e que estão a uns 2.500 metros de altura em relação ao nível do mar; também fiz cavalgada por bosques e beirando belos rios. Lá também fiz a quase loucura de escalar o vulcão Villarica, de 2.800 metros: nunca pensei que meu primeiro contato com a neve seria de uma forma tão radical.
Santiago, a capital, é uma cidade legal, com um centro histórico mais arrumado que o nosso (os garis passam pano com cândida no piso!), e muito prédios históricos. Há um parque bem perto do centro da cidade, o Cerro San Cristobal, que é um conjunto de morros de 300 metros que se sobe com funicular, e se passa de um morro ao outro por teleférico, de onde avistamos toda a cidade e, ao fundo, os Andes, imponente. Fui ao bairro boêmio, o Bela Vista -- é como uma Vila Madalena, só que com muito mais mesas na calçada. Mas em geral, o clima é muito seco, e falta à capital o ar cosmopolita de São Paulo.
Ah... depois dessa última frase, tenho de dar outra parada.
Eita, paulistano mesmo esse meu amigo -- tanto quanto eu! (hehehehe)
Vamos finalizar:

Depois, foi a vez do deserto de Atacama, que se concentra em torno da cidade de San Pedro de Atacama. Em verdade, nesse pouco tempo de internet não terei como descrever as incríveis paisagens desse lugar: campos de puro sal petrificado, lagos da cor céu rodeados de flamingos, lhamas e vicunhas, rochas imensas surgindo da areia, vulcões, geisers fantásticos, os Andes nevados e onipresentes... tudo mágico.
Bem, e agora começo a fazer o litoral, descendo em direção a Santiago novamente.
Estou com saudades de todos, mas estou tirando belas fotos pra lhes mostrar.
Besos, muitos besos mios. Que la noche le vale bien!
Edu.
Invejável, não?
(imagem "capt[ur]ada" do blog TravelBlog)

20 fevereiro 2008

Eclipsidra



Dança na sombra da lua
Por trás pula atrás do luar
Como pula o peixe quando entra numa
Pula pula pula no mar
Dança na sombra da lua
Tua lua pula e atua
Como a tua lua muda de rua
Quando tua rua vai despertar
Dança na sombra da lua
Que a lua assim vai dançar
Na tua sombra, na sombra da lua
Que a rua tirou pra dançar


("Sombra da lua" -- Oswaldo Montenegro / foto: Folha Imagem)

19 fevereiro 2008

Coming out


No comments!

18 fevereiro 2008

A/O cara deste Carnaval


Bom... eu demorei MUITO pra postar algo sobre o Carnaval.
E poderia escolhar qualquer imagem para bem defini-la.
Posso dizer que este Carnaval se resumiu a chuva, "Volta, Alice", suor, Jardim Botânico, cerveja, Smirnoff Ice, niver da Moon, risadas com amigas (daqui -- e também minhas ilustres e adoradas hóspedes de Salvador), Banda de Ipanema. E é desta última que sai essa foto.
Poderia escolher outra, mas acho que essa é a mais representativa do espírito do Carnaval.
O Jô, filho de nossa amiga Hedi, realmente encarnou o espírito.
Ficou ótimo. Adorei!
Fica aqui esta lembrança do Jô, da Banda de Ipanema e do Carnaval.