30 abril 2008

O universo de Clarice


Taí uma exposição da qual gostei, gostei e gostei.
Foi há um ano.
Na época, Cris veio do Rio para ver a exposição (estava doida pra ir, leitora e fã de Clarice que é; admito, eu menos, mas reconheço -- e muito -- o talento da escritora).
A exposição foi ótima e ainda comprei de presente o catálogo, que era também muito bonito.
E muito bonito também é o Museu da Língua Portuguesa -- é claro!
Já falei dele aqui, mas não custa repetir: faça uma visitinha.
Agora no outono, então, é um ótimo passeio: aquelas tardes meio frias que pedem locais fechados e tal...
Aproveita, menina, e vai lá fazer um passeio cult, que só faz bem à alma!
Museu da Língua Portuguesa

Praça da Luz, s/nº
Estação Luz do Metrô -- São Paulo
(Imagem: O Globo)

29 abril 2008

O terceiro sexo e o terceiro mundo


Em um fórum de discussão do qual participo, uma garota narrou o descaso com que ela e a namorada foram tratadas em uma loja de móveis. Estavam escolhendo os móveis da casa, pois irão se casar em breve, e tudo ia muito bem até a "tosca" vendedora perceber que se tratava de um casal e passar a destratá-las.

Pois bem... Quê fazemos nós em situações como esta?

O que respondi ao fórum, e aqui recoloco, é que em casos como esse, por mais vontade que se sinta de "estapear a cretina da vendedora", o melhor (por incrível que pareça!) é deixar pra lá -- em termos!

Por mais que sejamos expostas a situações como essas, por mais que aprendamos a lidar com algo assim, sempre haverá um dia em que aquilo "nos pegará de surpresa" e nos atingirá emocionalmente.

Conselho 1: ignore, mas não "deixe pra lá".

Ou seja, ignore a vendedora, mas não a loja. A loja não fez nada, e sim a vendedora. E certamente o gerente ficaria boquiaberto em saber que uma funcionária está fazendo isso (afinal, tem de ser muito burro pra espantar cliente hoje em dia, não é?).

A sacada desse gente é o DINHEIRO. Não penso que aquela vendedora que trata a mim e à minha mulher muito bem seja "muito bem resolvida " com essas questões (algumas realmente são), mas sim que eu e outras lésbicas e gays somos CLIENTES (ouviram o barulhinho da máquina registradora? Pois é... mas nem todo mundo ouve).

Quem não vê gays e lésbicas como clientes e leva a coisa pro lado pessoal só tem a perder. Mas nós, também, pra sairmos vitoriosos, precisamos ter razão.

Em circuntâncias como esta, de repente, reportar-se de forma cortês ao gerente da loja, deixando claro a ele que a loja acabou de perder um cliente por total despreparo da funcionária, pode surtir algum efeito (novamente: barulhinho da caixa registradora).

É terrível pensar assim? Pensar que temos de mensurar a nós mesmos pelo limite do cartão de crédito? Sim. É aviltante, inclusive. Mas parece que é o único jeito que pessoas assim entendem (e lembrem-se de que isso se estende a outros grupos que sofrem preconceito, como os negros, por exemplo).

Assim, quando algo semelhante lhes acontecer, ponderem -- para não ficar "p..." da vida e estragar o seu dia, para se sentir menos impotente diante disso -- remeter-se ao gerente nos termos que ele entende: "Vocês acabaram de perder uma cliente". Desta forma, aumentam as chances de a vendedora vir a ser realmente repreendida -- vejam bem: não por ter discriminado uma cliente (talvez, se o mote for esse, a coisa não vai muito longe, infelizmente -- é duro pra mim reconhecer isso), mas por ter feito a loja perder dinheiro.

No terceiro mundo parece que é assim que as coisas funcionam!

Conselho 2: se quem te destratou foi o DONO do estabelecimento, ignore, mas conte pra TODO MUNDO o que aconteceu, que é pra nenhuma de nós botar os pés lá. Boicote! Boicote! Boicote!

P.S.: terceiro sexo e terceiro mundo "não existem". Também não acho que o Brasil pertença a esta categoria, mas em termos de leis e ao tratamento dispensado aos homossexuais, é quase!


(imagem capt[ur]ada do site TorcidaCoral)

28 abril 2008

The Theatre


It's another world here
The streets are gleaming
I was even dreaming
That they're paved with gold

A música acima, do Pet Shop Boys e que empresta nome a esta postagem, refere-se a um teatro, mas caberia muito bem ao Mercado Municipal de São Paulo.
Última vez que estive lá foi exatamente há um ano!

Em 25 de janeiro de 2008, o Mercado Municipal fez 75 anos!
Inaugurado em 1933, às margens do rio Tamanduateí, conta com uma área de 12.600 m2 – dados da reportagem da Folha Online.
A matéria diz ainda que “Até hoje o Mercado Municipal encanta seus visitantes com a diversidade de aromas e cores” – o que endosso plenamente. “As bancas oferecem iguarias de todos os tipos, entre frutas, queijos, patês, bacalhau e diversos tipos de carne. O Mercadão Central, como também é conhecido, também chama atenção pela sua arquitetura. O prédio é constituído por grandes vitrais que iluminam o local.”

Considero FALHA IMPERDOÁVEL que um paulistano não conheça o Mercado.
Depois da última reforma, passou a contar com um deck suspenso onde há vários bares/restaurantes.
E o pastel do Mercado, então, hein?! Hum... imperdível!

Mercado Municipal de São Paulo
R. da Cantareira, 306
Centro – São Paulo
Tel.: (11) 3228-9332

(imagem "capt[ur]ada" do site ArcoWeb)

27 abril 2008

Oito coisas pra se fazer antes de morrer

A Urban, do Eroticidades, convocou o PD, do Pequenos Delitos, que convocou a BF, do Uva na Vulva, que incluiu SampaVelox na segunda convocação (adorei isso!) à seguinte brincadeira: elaborar uma lista com oito coisas que gostaria de fazer antes de morrer. Em seguida, deve-se indicar outros oito blogueiros para dar sucessão à brincadeira (que, pelo jeito, vai se espalhar pela blogosfera!).

OITO COISAS QUE EU GOSTARIA DE FAZER ANTES DE MORRER:

1. Pular de bungee jump (falta coragem, reconheço)
2. Aprender a andar de skate e descer a Augusta
3. Fazer oito tatuagens
4. Aprender a tocar piano, violino e percussão
5. Montar uma biblioteca com TODOS os livros de que gosto
6. Conhecer TODAS as capitais do Brasil
7. Dar a volta ao mundo
8. Fazer ginástica sem sentir preguiça (huahuahuahua!)

"Sonhar não custa nada", como diz o enredo!

MY GUESTS
Convido para entrar na roda os seguintes blogs:
1. Blog da Kriz
2. The Kiss
3. Melhor que Chocolate
4. In Paradisum
5. Malditas Sinapses
6. Fadinha do Tempo
7. Pensamentos de Valéria Alencar
8. Lecospirose

Só quero ver no que vai dar!
Em tempo: posteriormente a esta publicação, o blog In Paradisum foi desativado.

E JÁ TEM NOVIDADE POR AÍ!
Alguns blogs já responderam à "convocação".
Vou passar a elencar os links para as listas:

Kriz: http://www.kriz.blog.br/kriz.blog.br/archives/oito-coisas-pra-se-fazer-antes-de-morrer/
Fadinha do Tempo: http://www.flogao.com.br/fadinhadotempo/foto/207/124425063

Lecospirose: http://lecospirose.blogspot.com/2008/06/oito-coisas-que-eu-tenho-que-fazer.html

25 abril 2008

Mais direitos... NA AUSTRÁLIA


Essa boneca loirinha e fofinha aí acima é Liliana Streeter, filha de Jemma Mead (vê a semelhança nos cachinhos?), casada com Vicky Guglielmo (à direita). A criança, que tem agora 2 anos, foi concebida por inseminação.
Até aí, sem novidades.

A novidade está no fato de que Vicky Guglielmo poderá, de acordo com novas leis que entram em vigor (na Austrália, é claro), ser considerada também MÃE da criança concebida por sua companheira. Vicky passará a ter reconhecimento legal e os mesmos direitos de mãe, como ocorre com os casais heterossexuais.
Bacana, né?
Pena que aqui estamos loooooonge disso.
Far far way...

(Fonte: The Age / Foto: Justin Mcmanus)

24 abril 2008

Quando Nietzsche Chorou?


Reconheço minha total ignorância sobre a obra de Irvin D. Yalom, intitulada Quando Nietzsche Chorou. Há muito pouco tempo vim a saber do que trata esta bela obra que promove, na ficção, o célebre encontro entre a psicanálise, a filosofia e a literatura.
Não vem ao caso o motivo pelo qual Nietzsche choraria, pois quero mesmo é falar porque hoje EU chorei (claro, não estou me comparando a Nietzsche [quem ousaria?!], e, de repente, vocês nem queiram saber, afinal de contas, por que foi que chorei, mas vamos lá): eu chorei quando vi as fotos feitas pelo Hubble, apresentadas em comemoração ao seu 18o. aniversário, hoje!
Quando a primeira foto abriu, não me contive: fiquei muito emocionada.
Por que? PORQUE A GENTE SÓ RECLAMA, porra!
Deus tem mais o que fazer! Pára de chamar o cara e vai fazer tua parte, cacete!
Gostaria de lembrar disso todos os dias...
De como somos pequenos e perdidos em nossas mesquinharias, na nossa infinda (sim, comparada ao universo, infinda) mediocridade.
Então vá: maravilhe-se com coisas realmente grandiosas:
P.S.: nunca havima visto uma dessas minhas "crises existenciais"? Sim, elas "existem"!

20 abril 2008

Gato por lebre


Sou boêmia (muitos de vocês sabem!), mas não é sempre que um convite pra noite me agrada.
A última vez que isso me aconteceu foi há um ano!
Um amigo queridíssimo convidou a mim e outro amigo pra irmos ao Bar O Gato; chamei também uma amiga para nos acompanhar, e lá fomos nós quatro!

Eu já conhecia aquele bar; já havia ido lá algumas vezes. Mas o bar havia mudado bastante (ou fui eu quem mudou?).
Sei que não esquentamos muito: Du deflagrou a insurreição e fomos atrás (eu e Shê, que já não estávamos curtindo muito aquele bar) -- a idéia, bem mais agradável para nós, era sentar em um boteco, conversar, tomar umas cervejas.
Meu outro amigo ficou por lá (sim, sozinho), e caímos fora, nós três, pro Bar da Lôca (ai! ainda estou devendo este post e de vários outros bares!).

O que eu não gostei n' O Gato? A mesma coisa que me fazia não gostar do BDG (que eu até ia pra tomar drinks, mas do qual tratava de "vazar" antes da meia-noite): depois de um certo horário, ninguém ouve mais ninguém -- barulheira, pegação, excesso de gente.
Pra quem gosta, vá lá.
Comigo não cola: já fui baladeira (já fui clubber, pô!). Todo baladeiro é boêmio, mas o contrário não é verdadeiro.
Eu sou boêmia. Então, troquei de "balada" e fui pro boteco. E adorei!
Bar O Gato
Rua Frei Caneca, 462
Bela Vista – São Paulo
Tel.: (11) 3256-3656

19 abril 2008

Mineiro carioca


Fui convidada por amigas (beijos, meninas!) a conhecer um delicioso boteco em Santa Teresa (aliás, eu devia me deter mais a conhecer este bairro!).
O Bar do Mineiro tem quadrinhos coloridos, fotos antigas e vários outros badulaques pendurados nas paredes -- e, detalhe importantíssimo, vende cerveja em garrafa (artigo raro hoje em dia), entre elas, ORIGINAL (que maravilha!)
O caldinho de feijão (que os cariocas chamam de "feijão amigo" -- não me perguntem amigo de quem: ou é do dono do bar [porque vende pra caramba!] ou é dos boêmios [porque dá uma "levantada"]) é muito gostoso!
Os pastéiszinhos também são muito saborosos -- pena que não vendem mistos, pois dá vontade de experimentar todos os sabores (que chato! vou ter de ficar indo lá até conhecer TODAS as variedades de pastel que há no bar -- risos).
Te vejo por lá, então!
Mas não demora, porque o bar abaixa as portas à 1h!
Bar do Mineiro
R. Paschoal Carlos Magno, 99
Santa Teresa - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2221-9227

18 abril 2008

Dobradinha dos curtas brasileiros


Estou vendo que essa é a semana de descobrir "brasileiros em primeiro lugar".
E desta vez minha alegria é indescritível, pois o assunto tem bem mais a ver comigo do que "moda". (Ai, eu não tomo jeito! Até pensei em fazê-lo, mas eu estava sem a receita e não quiseram me vender [risos].)
Em dezembro de 2007 coloquei aqui a postagem de um curta ao qual tinha assistido, chamado Balada das Duas Mocinhas de Botafogo.
Tempos depois, assisti a O Lobinho Nunca Mente, que adorei e passei para que alguns amigos assistissem. Gostaram (não tem como não gostar daquilo, cara!).
Pois eis que estava assistindo ontem ao canal AXN (coisa rara -- "Não tenho paciência pra televisão") e vejo passar os ganhadores da II Edição do AXN Film Festival:
1o. lugar:
Balada das Duas Mocinhas de Botafogo.
João Caetano Feyer e Fernando Valle.
Com Alexandre Borges, Fernanda Boechat, Guta Stresser e Malu Valle.
Brasil, 2006.
2o. lugar:
O Lobinho Nunca Mente.
Ian Samarão Brandão Fernandes.
Com Fabio Porchat e Letícia Lima.
Brasil, 2007.
3o. lugar: La Cita.
Hernán Guerschuny.
Com Peto Menahem e Bárbara Villafañe Guión.
Argentina, 2007.
E-he! Brasil: dobradinha da pole position!
Vale a pena assistir aos curtas.
La Cita pode ser visto no YouTube.
Os brasileiros estão disponíveis no site PortaCurtas, um portal público de curta metragens.
Cliquem nos nomes dos filmes aí acima, que rementerão diretamente à páginas dos respectivos curtas. Uma vez lá, basta clicar no botão "Assista" -- são pequenos (14 min. / 9 min.), como o próprio nome e categoria sugerem.
Espero que gostem! E voltem aqui pra me dizer o que acharam!

17 abril 2008

Hedi's Girls


Tenho uma amiga chamada Hedi, que no Rio (e em Sampa também) muita gente conhece.
E eis que ontem, nos meus giros pela net por causa do post de moda (afinal, tenho de me informar pra vir aqui falar, né? -- risos), deparo-me com essa foto: Hedi's Girls. O nome (Hedi's Girls?! -- acho que ela iria gostar de saber disso [hehehe]) me levou à curiosa busca de saber do que se tratava.
Foi ótimo ter ido atrás de saber disso, pois descobri este fotógrafo-estilista francês chamado Hedi Slimane, ex-diretor de criação da Dior Homme.
Deixando a questão da moda de lado, concentrem-se na fotos do cara, que valem a pena!
No blog Miss at la Playa há uma postagem somente desta série, em PB. Muito bonita.
Querem ver como ficou? Cliquem aí (fiz um link no nome no blog que leva direto a essa postagem).
(Foto: Hedi Slimane / imagem capt[ur]ada do blog Miss at la Playa)

16 abril 2008

Frivolidades


Parece coisa de "sem o que fazer" e o assunto moda soa como "algo fútil" a alguns ouvidos. O problema é que NÃO É, e quem assistiu a The Devil Wears Prada (O Diabo Veste Prada) recebeu uma "aula" de Miranda Priestly (interpretada maravilhosamente por Meryl Streep) sobre isso.
Pois quem não se interessa por moda (eu! -- risos) fica sem saber (cultura inútil?) que saiu o ranking 2008 do site Models.com das 50 principais modelos do mundo (a "nova geração") e que o primeiro lugar ficou com uma BRASILEIRA: Raquel Zimmermann, gaúcha, 25 anos.
O Top 50 Female Models "tem como critério a quantidade de trabalhos, a importância do cliente e os contratos assinados", bem como "a presença nas passarelas das principais semanas de moda internacionais", tendo feito parte do "casting de grifes famosas" e de "editorias de revistas importantes", e sido clicada por "fotógrafos renomados". (Fonte: Terra/Moda -- é claro! Vocês não esperavam que eu soubesse dessas coisas, né? Fui me informar, visto que do assunto "moda" não entendo lhufas -- já o assunto "mulher bonita" me agrada bastante [risos])
O ranking já havia listado brasileiras em 2006, quando colocou Gisele Bündchen em segundo lugar -- somente abaixo de Kate Moss -- e apontava alguns nomes como Raquel Zimmermann (a primeiríssima deste ano), Caroline Trentini, Jeísa Chiminazzo, Izabel Goulart, Flávia de Oliveira, Camila Finn e Daiane Conterato.
A edição 2008 está disponível no site e traz outras brasileiras (Caroline Trentini, Flávia de Oliveira e Daiane Conterato novamente na lista; Bruna Tenório e Isabeli Fontana), algumas nas primeiras posições, como 7o. e 8o. lugar.
Pare com essa história de que elas são "magras demais" e dê uma olhada no site.
Afinal, o que é bonito é pra ser visto!
obs.: dando um giro pelo ranking, dois rostos me chamaram a atenção: Magdalena Frackowiak (que não é assim tão linda quando se vêm outras fotos dela -- aquela do site é que é maravilhosa, o que nos faz admitir que "um bom fotógrafo é TUDO") e Coco Rocha (cujo rosto é de uma perfeição indescritível -- mas a foto do site não deixa isso explícito [de novo, O fotógrafo). Gracinha também é Chanel Iman (cujo rosto é uma mistura de negro e oriental -- beleza exótica!).
(Ilustrando este post: Freja Beha Erichsen -- ruivíssima [ops! olha eu revelando minhas fraquezas! -- risos], 8a. lugar, empatada com Isabeli Fontana no ranking citado)

14 abril 2008

Que tal uma puppada?


Taí um botecão do qual eu sinto falta: o Puppy.
Há um ano eu estava sentada lá, com minha infalível dupla de amigos -- o casal Ana & Wando --, acompanhada também da mais paulista das cariocas, Cris.
Quando disse a ela que iríamos "dar uma puppada", ela me olhou estranho (risos), mas "paulioca" do jeito que é, topou mesmo assim!
Foi Ana quem me levou primeiro ao Puppy (e quem criou o termo!): boteeeeeeco que só!, mas adorável pra discontrair. Nada de frescuras!
O povo da facul (fica em frente à Casper Líbero) "disCORRE da" aula e vai pra lá direto.
Curtiu?
Então, dê uma puppada você também!

Puppy Bar e Lanches
Avenida Paulista, 1001 (em frente ao prédio da Gazeta)
Tel.: (11) 3288-7142

(imagem "capt[ur]ada" [e modificada]do site CCfotos/Taboca)

11 abril 2008

Desejo duplamente proibido


-- How can you like someonewho dresses like a man? You saw those women in the bar. We tought so hard to break free of those rules.
-- She's not like that. It's like she doesn't need other people to detine who she is. She knows.

If These Walls Could Talk 2 (ou Desejo Proibido) tem várias cenas que emocionam (aquelas com Vanessa Redgrave, na primeira história, são de chorar!), outras que fazem rir (Sharon Stone na terceira história, "deslumbrada" total. Parecia uma criança grande! Ela saltitou o filme inteiro. Dava até nervoso! -- risos, risos, risos).
Mas foi da segunda história que retirei esse trecho transcrito aí acima. Sim... aquela que toca justamente na questão do preconceito dentro do próprio universo lés. Essa segunda história se passa em 1972 e retrata um pouco do movimento "anti-butch/femme" iniciado nos idos de 1960. Quando Amy (Chloë Sevigny, que eu já conhecia de outro filme de temática lés, Boys don't cry, de 1999) justifica que "se veste daquele jeito" porque é assim que se sente confortável, isso é um baita gap para repensarmos o quanto são discriminadas pelas próprias lésbicas-- ontem e ainda hoje. Mais ainda se ampliarmos isso ao caso, por exemplo, das "trans-to-be".

É uma "cena de cinema", mas nos remete ao quanto devemos a essas muheres que ousaram, a quanto elas "pagaram seu preço" para que pudessemos hoje andar de mãos dadas em alguns lugares, ter tantos "espaços lés" para freqüentar (ao menos nas grandes cidades). Foram elas! Elas é que saíram por aí e "deram a cara a tapa" para que nós pudessemos desfrutar hoje dessa liberdade -- as mulheres masculinas que encararam o preconceito de frente, falando grosso e "metendo bronca".

E se já sofriam preconceito de ambos os lados (HTs e lés), hoje continua igual. Igualzinho...!

obs.: no site Cineminha, na página do perfil da atriz Chloë Sevigny, encontrei a seguinte definição para o filme Boys don't cry: "a história real de uma garota sexualmente confusa que acaba estuprada e assassinada quando seus novos 'amigos' no interior dos EUA descobrem sua verdadeira identidade". Como é? Teena Brandon era sexualmente confusa? Confuso é quem escreveu uma asneira dessas! "Sexualmente confuso" é não saber o que quer -- e ela sabia muito bem! Ai, Jizuis... é cada coisa que eu tenho de ler nessa Internet. PQP!


(Foto de Ethan Daniels, FTM, capturada do site FTMTransition)

10 abril 2008

Mais uma revista


Desde o ano passado, a G Magazine não está mais sozinha no mercado de publicação periódica para o público gay.
Com abordagens diversas, Junior, Dom e A Capa já podem ser encontradas nas bancas, para públicos de todos os gostos (e bolsos!). Interessante reportagem d'O Globo traz o perfil de cada uma (veja link no final desta postagem).

Pois eis que estava dando um giro pelo PortalImprensa e olhem só o que encontro -- "Editora Lopso lança revista voltada ao público gay":

O Grupo Lopso de Comunicação, na intenção de criar um produto alternativo ao ramo da medicina, mercado em que a empresa é especializada, lança a revista AIMÉ - primus inter pares. A publicação, cujo nome vem do francês e significa amado, será voltada ao público homossexual, no entanto, ao contrário do que se possa pensar sobre a revista, não terá como foco principal a sexualidade.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, a diretora da Lopso e editora-chefe da
AIMÉ, Ana Maria Sodré, deixou claro que seu maior objetivo é vê-la [a revista] "espalhada em uma mesa de consultório", o que raramente, para não dizer nunca, acontece.
A revista, que terá 30 mil exemplares em princípio, chegará às bancas ao custo de R$ 11 e, segundo Ana Maria, não disputará espaço com outras publicações do segmento, uma vez que seu conteúdo será diferenciado. "Nós tratamos o gay como pessoa, não como um ser apenas sexual", salienta. À respeito da concorrência, ela afirma não haver receio, posto que o mercado ainda não está saturado, ao contrário do feminino, por exemplo. "Nós pesquisamos muito sobre isso e vimos que esse mercado permitia uma nova revista".
O público-alvo será composto, primordialmente, por homossexuais acima dos 25 anos e pertencentes às classes A e B. Apesar da "escolha" por um determinado perfil, Ana Maria relata que a revista atenderá, no geral, pessoas que buscam informações. "Eu quero que a pessoa não se assuste quando abrir a revista. Veja nela informação; não apenas sexualidade".
Ana Maria relatou a dificuldade em conseguir parceiros para a publicação. "O que me espanta é que grandes parceiros lá fora [no exterior] não quiseram se associar à revista aqui no Brasil". Ela afirmou, ainda, que o Brasil, ao contrário do que se pensa, não é um país liberal quando o assunto é sexo.
Quanto ao posicionamento da publicação referente ao tema gay, Ana Maria diz não querer que a revista se torne uma militante. "Não vamos levantar nenhuma bandeira", ressalta.
No entanto, o conteúdo da
AIMÉ, que será composto de temas variados, recebe o aval de um consultor que, por sua vez, é homossexual. Segundo Ana Maria, ele servirá como um ponto de partida para a elaboração das informações publicadas. "Ele serve para nortear para onde estamos indo".
O próximo passo da revista, segundo Ana Maria Sodré, será a consolidação no mercado para que, desse modo, o número de exemplares da publicação aumente. Após a conquista de uma parcela significativa do público, a Lopso disponibilizará plano de assinatura
.

Well, well, e que venha então a AIMÉ... que não aborda sexualidade (cada uma aborda o que quer, né?) e é voltada para o público gay adulto e rico (ué! em linhas gerais, é ISSO o que está escrito ali!).
Bah! Somos um país democrático. Não há por que condenar a publicação, senão vira o preconceito dentro do preconceito -- como, na verdade, já há em nosso meio quanto às meninas masculinizadas ou aos garotos "femininos", que recebem vários apelidos, codinomes, vulgos etc.
O que talvez me preocupe é este "objetivo é vê-la [a revista] 'espalhada em uma mesa de consultório'". Eu trabalhei nesse meio; sei o que significa isso: "vamos ganhar dinheiro com este público, já que é moda".
Está errado? Pode ser... Mas e se ela conseguir mesmo espalhar a revista nas mesas de sala de espera dos consultórios -- uma revista de temática gay! --, não é também um avanço, uma vitória, nesse campo, mesmo que não exatamente pelas vias da militância aberta?
Bem... toda manifestação em prol da homossexualidade é bem-vinda, mas também merecedora de reflexão e passível de discussão.


Notícia no PortalImprensa:

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/03/13/imprensa17859.shtml

Reportagem do PortalImprensa sobre as revistas gays (abordando agora pelo lado do "mercado editorial" e não do público-alvo. Vale a pena ler; dêem uma olhadinha no título: Ereção X Anúncio: o dilema das revistas gays):
http://portalimprensa.uol.com.br/colunistas/colunas/2007/10/31/imprensa103.shtml

Reportagem d'O Globo:
http://oglobo.globo.com/blogs/villardo/post.asp?t=novas_revistas_gays_evitam_nudez_apostam_em_reportagens&cod_Post=84490&a=43

Notícia do Observatório da Imprensa (dica da BF, do Uva na Vulva, nos comments deste post):
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=454FDS003

09 abril 2008

Italianinha



Continuando minha seção "Orra, meu! Saudades da italianada de São Paulo", que inciei ontem falando da Basilicata, não poderia deixar de postar algo sobre aquela que é, pra mim, O PARAÍSO!
Ela é pequena, miudinha e fica ali espremedinha ao lado do Teatro Sérgio Cardoso, mas lhe garanto que você não vai passar incólume às tentações daquele lugar.
Se você quer reunir os amigos em casa, não sabe o que preparar e adora comida italiana, vou dar a dica: fuja do fogão (preparar massa?!), escape da pizza (de novo! vamos variar, né?) e dá uma passada na Italianinha. Uma vez lá, compre uns acepipes italiníssimos e delicie-se!
E me chama, que eu sou bem capaz de pegar um avião aqui e aparecer na sua casa.
Por favor, peço que me espere já com uma fatia de pão italiano lambuzadíssimo de sardella, que abocanharei ainda na soleira da porta.
Ah! E não esqueça de comprar também um pão recheado de calabresa (jizuis, o que é aquilo!!!) e umas calabrezinhas curadas e apimentadas que ficam ali por cima do balcão.
Berinjela, pastas (a de roquefort com nozes é um escândalo de deliciosa!!!) e outros antepastos ali vendidos também vão bem, acompanhados por um bom vinho tinto!
Hummmmmmmmmm...!
Tô passando mal de vontade, só de lembrar!
Terei de acabar este post antes que eu me afogue em minha própria saliva!

Italianinha
Rua Rui Barbosa, 121
Bela Vista - São Paulo
Tel.: (11) 3289-2838

(imagem "capt[ur]ada" do blog Brincando de Chef)

08 abril 2008

Italianíssima



Taí uma coisa de que sinto falta aqui: as padarias "italianas".
Espalhadas pelo bairro do Bixiga, são a tentação de quem passa desavisado pelas calçadas, o nariz a perceber aquele cheiro delicioso de pão quente, os olhos já espichados pra dentro das padarias, a ver todo aquele mundo de sabores se oferecem ali!
Falou em pão italiano, falou em Basilicata.
Podem ser encontrados em alguns supermercados, mas nada melhor que ir à fonte.
Aproveita e compra uns petiscos pra acompanhar.
E me chama, é claro! (hehehe)
Padaria Basilicata
Rua Treze de Maio, 614
Bela Vista - São Paulo
Tel.: (11) 3289-3111
(imagem "capt[ur]ada" do site BrasilSabor)

05 abril 2008

The killer in me is the killer in you


Everyone is a potential murderer in the malleable moral universe of Patricia Highsmith”.
Isso (sobretítulo da matéria que empresta nome a esta postagem) foi escrito por John Freeman, em agosto de 2001, em seu artigo sobre a autora publicado na seção Livros da revista semanal City Pages (v. 22, n. 1080).

Instigante, não?

Sempre fui fã da literatura que evoca o gótico, o fantástico, o maravilhoso.
Poe e outros compõe meu arsenal desse tipo de literatura -- aliás, pra quem gosta do gênero, indico Contos de Horror do Século XIX, da Cia. das Letras; fantástico o livro!
Eis que me deparo, dias desses, com... Patricia Highsmith.
Nunca ouviu falar? Já sim! Que ver? Foi ela quem criou o personagem Tom Ripley, que dá nome ao filme e sua(s?) continuação(ões?).
Admito que não me ative a este importante fato (quem está por trás do diretor) quando assisti aos filmes, talvez justamente porque tive meu primeiro contato via cinema (me pego às vezes comentendo esse pecado de esquecer do nome do livro - e seu autor - no qual o diretor se inspirou pra fazer o filme!).
Corta: voltemos a Patricia Highsmith.
Eis que me deparo, dias desses, com... "The hand", um dos contos de Patricia Highsmith de seu livro Little tales of misogyny.
Muito bom!
Depois de ler o conto, fui atrás de saber quem era a autora: morreu em 1995.
Cheguei um pouco tarde (risos), mas ainda a tempo de contemplar sua obra.
Dentre outras coisas, descobri que era lésbica, solitária e um tanto quanto atormentada por conflitos internos vários (ingredientes IDEAIS pra um bom escritor de literatura fantástica!).
Dei um giro por aí e indico a leitura dos seguintes blogs:

Patricia e literatura:
http://diasquevoam.blogspot.com/2005/07/uma-das-minhas-escritoras.html

Patricia e cinema:
http://8super8.blogspot.com/2007/09/adaptaes-patricia-highsmith.html

Patricia e sexualidade:
http://vangeleonel.blogspot.com/2005_12_01_archive.html
(ver postagem de 19 de dezembro de 2005: “Coluna GLS”)

Além dos blogs (todo "blogueiro" passeia pelos blogs, né!), encontrei também uma reportagem:
http://veja.abril.com.br/250204/p_102.html

Descubram-na!

04 abril 2008

14 anos depois...


Em 4 de abril de 2007 fui à minha colação de grau me despedir desse lugar.
Foram 14 anos (calma! -- risos -- foram três cursos, dois deles concluidos) de algo que posso denominar bem maior que o simples nome "parceria" possa abarcar. Eu tenho paixão pela Cidade Universitária e gratidão por tudo o que pôde me propiciar, me proporcionar, me presentear.
Em fevereiro de 1994, quando cheguei ali, tudo era estranho e maravilhoso.
No ano seguite, além de estudar lá, eu também morava e trabalhava nesse lugar. E assim o respirei ininterruptamente até fevereiro de 1999.
Um ano de Federal -- desisti. Abri mão. Larguei lá e voltei "pra casa".
Em 2000 eu já estava de volta, e tudo tinha mudado.
Já não era mais a mesma coisa! -- eu não morava mais lá, não trabalhava mais lá...
-- Cadê aquela garota, deslumbrada com tudo aquilo, aos 21 anos, ouvindo Jamiroquai, comendo Miojo, "curtindo a vida adoidado", estudando na madruga, enfiada a tarde TODA na biblioteca...
Já não era mais a mesma coisa! (over and over again)
Trabalho. Responsabilidade. Carreira.
Mudei de curso.
E, há um ano, eu estava exatamente ali, na minha segunda colação de grau (segunda, ao mesmo tempo que primeira, pois à outra não compareci), sabendo que agora o corte seria mais profundo, o rompimento seria maior.
Amadurecimento. Divórcio. Resoluções.
Mudei de cidade.
Mas deixo saudade.
(imagem "capt[ur]ada" do site Incubadora/Fapesp)

03 abril 2008

Neotrovadorismo


Estimadíssima primadonna mia!
Por que, digo, por que apunhalais assim meu pobre coração paulistano?
Que tínheis vós de me contar que haverá Virada Cultural?
Que queríes vós?
Fazer-me buscar, alucidamente, por esta informação no óráculo virtual que atende pelo nome de Google?
Era isso que queríes? Desgraçar-me?
Ó dor... ó infâmia... ó vilania!
Sim... agora sei de toda a verdade!
A Virada Cultural ocorrerá nos dias 26 e 27 do corrente mês.
E não poderei lá estar.
Era isso que queríes vós saber?
Por que não me poupastes da dor, ó mordaz criatura?
Por que assim me castigais?
Por que a mim, que tanto apreço tenho por vós?
Dor... dor... dor...
Essa neotrova aí de cima foi o que deixei nos recados do perfil de uma amiga, no Orkut, por ocasião da notícia de que está próxima a Virada Cultural 2008 em São Paulo.
Pantomimas à parte (ri muito depois de escrevi!), é pena que eu não possa ir...
E não repudieis minhas cantigas líricas! (risos)
(foto: Bruno Boer Silva)

02 abril 2008

Saudade que vem de longe

Estava eu dando meus giros pela net quando me deparei com uma declaração de amor a Sampa tão doída quanto as saudades que registro aqui.
Neste caso, a menina está em outro PAÍS (caso mais complicado que o meu que, afinal, estou apenas no Estado vizinho, ainda na mesma região!) e descreve São Paulo de uma forma...
Só lendo pra entender:

http://mypurpleumbrella.blogspot.com/2007/07/sampa-city.html

01 abril 2008

Tá no inferno, abrace o diabo


... pois mal tinha eu chegado de um niver (comentei ontem), e já tinha outro no dia seguinte (1/4/2007), dessa vez, no Bar Mangueira.
Apesar do nome dizer o ÓBVIO, não imaginei que eu fosse me deparar com o que vi: uma reprodução da quadra da escola de samba que dá nome ao bar.
Ou seja: o bar não é bar: é uma quadra de escola. Igualzinho.
Bom... diz o ditado que, já que descestes ao Inferno, abrace, então, o diabo.
E foi o que fiz: sambei de me acabar (risos, risos, risos).
Bar Mangueira
R. Cláudio Soares, 124
Pinheiros -- São Paulo
Tel.: (11) 3034-1085