28 fevereiro 2009

Danke schön



Hoje faz um mês que tive alta!
(veja post abaixo: Eu e a brida)
Quero agradecer imensamente a:

  • DEUS (que me botou nessa, mas me tirou dessa, por achar que eu era merecedora de passar mais um tempo por aqui)
  • Nô (quem primeiro me socorreu, aguentou firme ali o dia inteiro e tal... E, semanas depois, ainda ajudou a providenciar minha “segunda ida” pro hospital junto ao RH [a que também agradeço demais a assistência] – CARA, TE DEVO MUITO!)
  • minha mulher (que atravessou de um Estado pra outro, me internou e passou pelos perrengues todos, daqui e de lá – tadinha da minha wife! Te amo muito!)
  • minha irmã (MINHA HEROÍNA, salvadora da pátria, que ficou comigo todo o tempo, providenciou tudo, cuidou de tudo, se preocupou com tudo... me veem lágrimas só de lembrar o quanto minha irmã “segurou” naquelas dez dias de inferno! Te amo demais, minha irmã!)
  • Dra. “Varélia” (que, à distância, me socorreu, me orientou, me monitorou e tudo mais; aluguei “muito” ela – risos. Mil "obrigadas" pra você, "Doutora"! -- hehehe)
  • minhas primas e minha tia [de 70 anos!] (que se revezaram para ficar comigo no hospital, cuidaram do meu transporte e tudo mais. Brigada, brigada, brigada!)
  • meus amigos (Lê – que ofereceu a mim e à minha mulher tudo o que estava a seu alcance, muito além do que uma amizade poderia prover; Má – que também nos ofereceu suporte e ajudou a segurar a barra lá no Rio; Glér, Guto, Edu, Li, Fê, Di, Jac, Dul, Kriz – que me visitaram no hospital; Ana – que foi cuidar de mim em minha “segunda ida” pro hospital; e a todos os outros que, mesmo de longe, permaneceram telefonando pra saber de mim. Adoro vocês!)
  • meu chefe (que voou comigo em seu carro pela 23 de Maio em minha “terceira ida” pro hospital e ficou lá firme e preocupado aguardando a liberação. Valeu, boss!)
  • meus pais (last but not least!, que estão cuidando de mim; as canjas de minha mãe e todos os seus cuidados. Tem sido bom, depois de 15 ANOS, voltar a morar “temporariamente” com eles; reaprender o convívio diário com os pais, reaprender os próprios pais, tem sido uma experiência muito valorosa. Amo muito vocês!)

Eu e a brida


Brida não é somente nome de livro do Paulo Coelho. Brida, em medicina – aliás, “bridas” –, é o “filamento membranoso que atravessa lado a lado cicatrizes, abscessos, úlceras etc.” (segundo Houaiss).
Meu encontro com Brida não foi, portanto, dos melhores. Fosse o nome d’alguma mulher, podemos dizer que foi um blind date quase fatal: pois eis que no mês passado fui surpreendida por um quadro súbito de ABDOME AGUDO, que me levou ao hospital e consequente internação por dez longos dias, período no qual fui submetida a uma cirurgia de emergência por estragulamento da alça intestinal causado por... bridas!
Acreditem: a dor de uma torção intestinal é algo indescritível. Tão indescritível que vou encerrar meu relato por aqui... Afinal, ainda não acabou: estou em recuperação, longe da minha amada Sampa, já tendo voltado ao hospital por duas vezes após a alta, ao longo de fevereiro, por complicações pós-cirúrgicas (como já dizia Alceu Valença, mas ele por motivo bem mais nobre, “dor, dor, dor”).
Enfim, um mês afastada desse blog. Um mês longe de Sampa (e muitos outros se seguirão!). Um mês longe da minha mulher (cuja saudade matei no Carnaval – pelo menos isso! Não aguentava mais de saudade dela. Eu iria pro Rio nem que fosse me arrastando!). Und so weiter!
Um mês fora é bastante tempo -- e me parece justo o suficiente para que alguns leitores e seguidores acabassem por rarear (ou até mesmo cessar) suas visitas a este blog (à exceção de meu fiel amigo [amigo mesmo, da vida "real"] DuPrado, meu bookkeeper). Aos que continuam dando uma passada por aqui, vim dar minhas explicações (acredito, verdadeiramente, que vocês as mereciam depois de todo esse tempo de silêncio). Aos que sumiram de vez... well.. só fazem atestar a superficialidade das ditas “amizades virtuais” que não cuidam ao menos de saber o que te acontece na vida real, em tudo limitando-se a este espaço cibernético em que tudo é perfeito, tudo é controlável, ninguém adoece, ninguém morre e todo mundo é bonito!
No mais, só o tempo dirá. Março vem aí e com ele novos passos vão sendo dados rumo à “recuperação total”. Enquanto isso, na Sala de Justiça, vamos dando tempo ao tempo... Sinto saudade da minha vida anterior, da minha mulher, da boemia, da cerveja gelada, do Black Canela com Menta, das noites paulistanas, da vida cultural. Mas agora, nada disso importa. Aliás, muita coisa passa a não importar – e outras passam a valer MUITO – depois de uma experiência como esta que eu passei (sim, ABDOME AGUDO pode levar a óbito por sepse [http://www.arazao.net/abdome-agudo.html], mas – ainda bem! –, eu não sabia disso enquanto estava internada; só depois fui informada da gravidade do quadro).
Enfim... fico por aqui, no litoral paulistano, aos cuidados de meus pais, blogando quando der na telha, enquanto espero o tempo cumprir o seu papel. Como acredito que tudo na vida tem uma razão de ser, uma lição a se tirar, esse tempo vai ser bom para reflexão (quem diria eu, porra-lôca frenética, me dando ao luxo de parar pra “meditar” – só quando adoeço MESMO).
Espero não ter decepcionado ninguém com meu sumiço ou, ao contrário, com a notícia de que não foi dessa vez que parti dessa pra melhor (melhor?)! Minha Sampa e SampaVelox estão em recesso por enquanto. Passada essa reclusão, vou celebrar essa cura com quatro tatoos! Afinal, o ocorrido merece uma comemoração à altura!