Tema que agitou os blogs – nacional e internacionalmente – na semana passada, o desaparecimento dos títulos de temática GLBT do catálogo de mais vendidos da maior livraria online da atualidade – a Amazon – ainda gera controvérsias quanto a seu desfecho.
Tudo começou no sábado, 11 de abril, quando os usuários do site “passaram a perceber que livros com os temas ‘gay', ‘lésbica', ‘bi' ou ‘transgênero' foram reclassificadas como ‘adultos’ e deixaram de aparecer em algumas buscas e nas listas de best sellers”, entre eles, obras famosas como Brokeback Mountain, de Annie Prouxl e A Cidade e o Pilar, de Gore Vidal.
Tudo começou no sábado, 11 de abril, quando os usuários do site “passaram a perceber que livros com os temas ‘gay', ‘lésbica', ‘bi' ou ‘transgênero' foram reclassificadas como ‘adultos’ e deixaram de aparecer em algumas buscas e nas listas de best sellers”, entre eles, obras famosas como Brokeback Mountain, de Annie Prouxl e A Cidade e o Pilar, de Gore Vidal.
“O escritor Craig Seymour, autor de All I Could Bare, disse em seu blog que sua posição no ranking de vendas caiu no início do ano e só voltou ao normal após um mês. O livro é classificado no site como um produto para adultos:
– Eu comentei isso com a minha editora, e eles começaram a prestar atenção. Também fiz uma pesquisa e vi que os únicos livros sem posição no ranking de vendas tinham conteúdo gay como o meu”.
– Eu comentei isso com a minha editora, e eles começaram a prestar atenção. Também fiz uma pesquisa e vi que os únicos livros sem posição no ranking de vendas tinham conteúdo gay como o meu”.
A “nova política” espantosamente adotada pela livraria veio à tona quando o escritor Mark R. Probst, autor de um romance protagonizado por homossexuais, “resolveu perguntar o motivo do desaparecimento de seu livro do catálogo do site. A resposta que Probst recebeu do serviço de atendimento ao cliente explicava que a Amazon, ‘em consideração à sua base de clientes’, havia decidido retirar o ‘material adulto’ de suas listas de mais vendidos e das buscas”.
BASTOU!
Ondas de protesto e pedidos de boicote à livraria repercutiram pelo globo, zuniram pela rede, via blogs, e entre milhares de usuários do próprio site, que “consideraram a retirada dos títulos da lista uma censura ofensiva”. “No Twitter, popular ferramenta de miniblog, e na rede social Facebook, a questão virou rapidamente tema de discussão e protestos ao longo do fim de semana. A Amazon negou acusações de que teria removido intencionalmente os títulos como uma estratégia para tornar a lista mais ‘familiar’”.Em tempos globalização e “politicamente correto”, sob as acusações de censura e homofobia, a Amazon tratou rapidamente de se retratar e mandou seu porta-voz, Drew Herdenmer, à imprensa “dar a cara pra bater”, alegando que tudo não passou de um “erro de catalogação”:
– Trata-se de um vergonhoso e torpe erro de catalogação da empresa, que tem muito orgulho em oferecer uma selecção completa de livros.
– Trata-se de um vergonhoso e torpe erro de catalogação da empresa, que tem muito orgulho em oferecer uma selecção completa de livros.
MESMO?
A pergunta que fica é: teria mesmo sido um erro ou uma tentativa da Amazon de tirar esses livros de destaque? Afinal, “Estar fora da lista dos livros mais vendidos significa perder destaque nas principais páginas do site, o que pode implicar significativa redução das vendas”. Além do que mostra a todos os usuários o quanto livros dessa temática interessam (vide constarem entre os best sellers).Entretanto, convenhamos que seria muita BURRICE da livraria comportar-se desta forma: afinal, isso também implicaria quedas nas vendas (quem não encontra o livro lá, certamente parte pra outra).
Dúvidas à parte, ficou tudo muito nebuloso quanto a este inexplicável “bug” no site da Amazon.
Acidente ou gesto homofóbico, serviu para mostrar que os usuários em geral, gays ou não, repudiam este tipo de atitude!
Acidente ou gesto homofóbico, serviu para mostrar que os usuários em geral, gays ou não, repudiam este tipo de atitude!
Fontes: O Globo, Portal Imprensa, A Capa, Terra Brasil, Destak, IDG Now, Info Online, Exame Informática, G1, Mix Brasil



