28 junho 2009

Vampiras


E já que o assunto é vampira, isso me fez lembrar a mais sensual e célebre vampira dos quadrinhos: Mirela Zamanova – ou MIRZA (à esquerda, na ilustração).
Mirza foi criada por Eugenio Colonnese (falecido em agosto do ano passado) em 1967.
Curiosamente, todos os dias passo em frente à loja Ropahrara e sempre me pergunto se aquela imagem que ilustra a marca (à direita, acima) foi desenhada por Colonnese. Se não, foi notoriamente copiada. As semelhanças são nítidas.
Estou querendo “muito” colocar as mãos na edição de luxo que foi publicada em comemoração aos 40 anos de Mirza, em 2007.
Essa vampira tira o meu sono...

SP Terror e outros programas para o Dia do Orgulho


O Reserva Cultural, na Avenida Paulista, será palco da primeira edição do SP Terror -- Festival Internacional de Cinema Fantástico.
Entre os dias 25 de junho e 2 de julho, serão exibidos cerca de 30 filmes, entre longas e curtas, brasileiros e internacionais.
Quer saber mais? Acesse: http://www.spterror.com/
Hoje, domingo, 28/8, “Dia do Orgulho”, será exibido às 17h na sala 3 o filme Lesbian Vampire Killers (Matadores de Vampiras Lésbicas).
Se interessou? Hum... Acesse: http://www.lesbianvampirekillersmovie.co.uk/
Vejo vocês por lá...!
Dica: depois do cinema, vá “esquentar o corpinho” (tá frio, né, bem?) no Arraiá du Vermont Itaim.
Obs.: eu disse que é pra “esquentar o corpinho”. De que maneira, aí já é problema de cada um! (risos).

Reserva Cultural

Avenida Paulista, 900
Bela Vista – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3287-3529

Vermont Itaim
Rua Pedroso Alvarenga, 1.192
Itaim Bibi – São Paulo, SP
Tel: (11) 3071-1320 / 3707-7721

27 junho 2009

Quem ama, cuida


E por falar em "natural processo do envelhecimento pelo qual todos temos de passar" (vide postagem de ontem sobre a morte de Michael Jackson), lembrei-me que há tempos estou pra falar sobre este assunto.
Começo apresentando-lhes Carey Leto, 95, e Venera Magazzu, 97 (fotografadas em 2004 por Jim Cox), 70 anos de união.
Setenta anos! É tempo pra caramba! É uma vida...
Fico feliz que elas tenham uma velhice aparentemente linda e bem, mas sabemos que nem todos nós teremos esta sorte.
Muitos gays -- e algumas lés também -- vivem um pouco essa "síndrome de Peter Pan", não em sua totalidade ("Não quero crescer!"), mas estritamente ligado a um aspecto: "Não quero envelhecer!".
Homens gays e mulheres parecem mais propensos a desenvolvê-la...
Hoje, há botox, plástica, lipo e vários outros recursos que podem garantir uma aparência bela e jovem a qualquer "sessentão" ou "cinquentona".
Porém, não é sobre isso que este post quer "falar", mas sim sobre SEGURANÇA.
Quem ama cuida -- e este é um dos ditados mais velhos que conheço --, de modo que pergunto a você, que é casada, se acaso vocês duas já tomaram algum tipo de providência para que tenham uma velhice tranquila.
Sim, me refiro a poupança, previdência privada, seguro pessoal... E toco neste assunto porque percebo nós, homossexuais, meio "desligados" desse quesito...
Os hetéros querem garantir que, se algo lhes acontecer, seus filhos e sua esposa ficarão bem!
Os gays e lésbicas parecem acreditar que nada vai lhes acontecer nunca (olha lá a síndrome de Peter Pan se manifestando...).
Faz tempo que estou pra tocar neste assunto, e agora parece que veio a calhar.
Nós lésbicas e gays temos poucos direitos garantidos no que se refere a "casamento" (entre muitas aspas).
À exceção daqueles que assinam um contrato de União Civil Estável, todos nós estamos "descobertos" e sem garatia alguma de que dinheiro, bens, pensão etc. irão para as mãos de nossas(os) companheiras(os) (quantos de nós já ouvimos casos assim, de que foi só João morrer para que a família dele "baixasse" no apê em que ele vivia há ANOS com José e "fizesse a limpa", requisitando para si o maior dos direitos -- o dos pais --, e deixando o outro na penúria!).
Assim, minhas queridas e meus queridos: se você está casado há muito tempo, ama e se preocupa com quem ama, tome algumas providências...
Com relação a poupança e/ou previdência privada etc., disso independe o contrato de União Civil Estável -- é só mesmo uma "segurança extra" de que depois que ambas(os) pararem de trabalhar e começarem a viver de aposentadoria poderão manter o mesmo padrão de vida.
Todo ser humano (gay ou HT) deveria pensar nisso...
Afinal, não seremos jovens para sempre!
Pensem nisso!
Beijos da SampaVelox
36 anos, e preocupada com essas questões desde os 30

Trilogia de Sade


Encerra-se esta semana a temporada de peças encenadas no Espaço dos Satyros 2 inspiradas em textos do Marquês de Sade.
Antes tarde do que never, estive lá na semana passada para assistir Os 120 Dias de Sodoma.
Boa a peça!
Hoje, 27/6, haverá uma pequena festa para marcar o encerramento das apresentações, por volta da 1h (da matina, é claro), após a última encenação de Justine, peça à qual vou assistir.
Só ficou me faltando A Filosofia na Alcova, mas como a trilogia está indo pro Rio de Janeiro... fazer o que, né? Vou ter de assistir lá (que chato, não?)
Enquanto isso, já sabem: na madruga de sábado pra domingo, por volta da 1h, no Espaço dos Satyros 2 (Pça. Roosevelt, 134 - Centro), tem "festinha".
Eu, com certeza, estarei lá!
Em tempo: pra quem ainda não foi assistir a nenhuma das três peças, last chance!

26 junho 2009

O rei está morto!



Como alguns de vocês sabem, sou uma DESLIGADA (no sentido de "ligar a TV").
Não assisto TV por nada, à exceção, quiçá, de algumas séries de TV a cabo.
Pois teve minha irmã de me telefonar para me dar esta aterradora notícia na noite de ontem: Michael Jackson está morto!
O maior ídolo do pop MORREU nesta quinta-feira, de parada cardiorrespiratória, perto de completar 51 anos (o que ocorreria em 29 de agosto).

Não quero acreditar que, de algum jeito, Michael tenha provocado a própria morte, mas não chego a duvidar...
Portador da “síndrome de Peter Pan” (imagem o siginificado de alguém assim completar “meio século” de idade), já havia dado claros sinais de que não estava conseguindo lidar com o natural processo do envelhecimento pelo qual todos temos de passar.
E por mais insano que ele tenha nos aparentado nos últimos anos, não podemos deixar de consagrar-lhe, agora ainda mais, o inquestionável título de “último rei do pop”!
Can you feel it?

25 junho 2009

Eu AMO vôlei de praia


E falando em esportes (hoje eu estou "inspirada"...): eu já disse aqui que ADORO vôlei de praia?
Pois é... POR QUE SERÁ?
P.S.: as duas melhores fotos são de duas brasileiras... Cadê? Cadê? Não vou postar, não... Guardei no meu computador para efeito de "arquivo pessoal" (risos)

Esta mereceu!


Hum... vamos deixar este blog, digamos, "mais leve" (considerando as últimas postagens).
Eleita "ícone gay" (leia-se: a preferida das lés) pelas inglesas, a tenista russa Maria Sharapova justifica o título: não é pra menos!
No more comments
(hehehe).

17 junho 2009

Até quando?


Segundo noticiou o Yahoo Notícias:
Morreu hoje uma das vítimas de agressão na 13ª edição da Parada LGBT, ocorrida no domingo, em São Paulo. Marcelo Campos Barros, de 35 anos, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia desde o dia do evento. Barros havia sofrido traumatismo craniano e respirava com a ajuda de aparelhos. Ao todo, o hospital atendeu 44 pessoas agredidas na parada. As outras 43 já receberam alta.
Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas com a explosão de uma bomba caseira no Largo do Arouche, no centro da cidade, durante o evento. As vítimas, que tiveram ferimentos leves, foram encaminhadas aos hospitais Santa Casa, Barra Funda e Servidor Público Municipal, mas já receberam alta.

Já segundo notícia do site G1, o rapaz nem ao menos estava na Parada...
Santa Casa constata morte de rapaz agredido após a Parada Gay
Homem foi espancado em uma rua da região central no domingo (14).Médicos haviam declarado morte cerebral nesta quarta-feira (17).
[siga o link pra ler reportagem completa]

Então vos pergunto: até quando?
Basta, não?

Em tempo: assistam ao vídeo que mostra a agressão a Marcelo Campos Barros na reportagem do site Terra Notícias clicando aqui.
Pra quê? Pra criarmos vergonha na cara!

15 junho 2009

Menos putaria, mais cidadania


A despeito de meu comentário de ontem, elucido: JURO que não roguei praga contra a Parada.
Não fui -- lógico! --, mas o que soube é que ela estava visivelmente mais vazia (isso eu já havia reparado pela transmissão da TV: às 13h de ontem foi ao ar uma imagem da Parada bem vazia, comparada a outros anos) e que terminou duas horas (creaim: duas horas!) ANTES do previsto.

A reportagem do Mix, Disparada Gay, deixa claro o que aconteceu por lá.
Não sou o tipo que costuma replicar ecos de uma só voz (costumo ouvir mais de um lado pra formar uma opinião justa sobre o que quer que seja), mas parece que este ano a coisa foi um pouco diferente (em tempo: leiam o primeiro comentário à reportagem do Mix, feito por Cláudio Nóvoa, ao final da página, em http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/6_79_73065.shtml -- “mais direitos e visibilidade, e menos carnaval”).
E se foi isso que a fez estar mais vazia e andar mais rápido, então que assim seja!
Como os comentários dos usuários a esta reportagem também atestam isso, vou cá, mesmo sem ter ido lá, fazer um comentário.

Quando eu disse que achava que a Parada deveria ser mais POLITIZADA não quis dizer que deveria “agradar políticos” e sim que deveria CONSCIENTIZAR os participantes.
Isso se perdeu e parece que a organização do evento está querendo resgatar a fórceps -- mas ainda de forma muito desordenada!

Nesta reportagem do Mix, na qual -- claro! -- deixei meu comentário, existem muitas opiniões contra a Parada e a favor dela. Mas quase todas convergem no mesmo ponto: tem mais HT procurando diversão e bee querendo se atirar do que a consciência política daquele ato.
Alguns se colocam a favor, por exemplo, dos carros de casas noturnas (que, como alguém comentou lá, “chamavam o povo bonito que este ano estava ausente” -- bonito e ALIENADO, né?); outros, contra.

Acho que a Parada tem de ser bem dosada: nem tanto a uns nem tanto a outros.
Gente bonita sempre vai ter, mas que não se perca o verdadeiro OBJETIVO da Parada.
E quer saber? Não lamento ter perdido a Parada deste ano, mas sim os eventos que a envolvem durante a semana (estes sim, ótimos!).
A Parada em si, não...
Repito: ela está cheia de marginal (pra usar o termo dito num dos comentários da reportagem do Mix), cheia de HT...
Perdeu o sentido.
Virou “circo”: a gente dança, eles aplaudem.

Os direitos dos homossexuais, pelos quais se luta o ano inteiro e dos quais se fala ao longo da Parada, ninguém ao menos ouve ou dá atenção: os mesmos HTs que estão ali querendo passar a mão em travestis irão se juntar em bando e espancá-lo na semana seguinte.
Porque os HTs que realmente respeitam não estão ali pra “chacoalhar travesti” ou mexer com as lésbicas. Não são estes HTs que queríamos ali naquela festa, mas sim os que realmente se importam. Pois nem estes têm ido mais, já que a festa virou uma zorra de insegurança, bagunça, violência, brigas, arrastão, furto, assalto... (eu já havia assistido a tudo isso em 2006 e, pelo jeito, só vem se intensificando com o passar dos anos!)
Foi a reclamação que mais li naqueles comentários, junto com a insatisfação dos gays pela excessiva participação dos HTs “à procura de menininhas...”, “tentando catar menininhas...”, “mais preocupados em olharem as lésbicas se beijando” (frases pinçadas dos comentários).

O mais curioso é que também se nota o nítido “descontentamento” de alguns pela Parada ter-se tornado mais política -- alguns chegam a taxá-la de “chata”, “menos descontraída”...
Haveria uma confusão entre política e politicagem ou, no fundo, o povo quer mais é se esfregar mesmo e que se danem esses tais “direitos homossexuais”?
Ah... tá! E então, amanhã, se um sujeito deste levar uma curra e for espancado por oito “nêgo”, aí o cara vai se lembrar de que “gay não tem seus direitos garantidos”.
Mas na hora de reivindicar, tava todo mundo “esfregando o pau na avenida” e ninguém se lembrou disso, né?

Pronto! Falei. É isso aí!
Não tem de gostar nem de concordar.
Só acho “irônico” este comportamento: todo mundo só quer festa, só quer farra.
Parece que até a organização da Parada já acordou de que o caminho não é bem por aí... (diversão com conscientização, isso sim! -- pode ser?)
E se este for o preço -- tornarmo-nos impopulares -- que seja!
Como alguém comentou na reportagem do Mix: “e que todos saibam que quantidade não quer dizer qualidade”.
Afinal, toda unanimidade é burra!

14 junho 2009

Parada LGBT: quem festeja o quê?


A edição de 27 de maio da Veja São Paulo trouxe uma interessante discussão a respeito da Parada LGBT de Sampa: "as negociações entre a associação da Parada Gay paulistana e os donos de casas noturnas" para o desfile de trios.
Para quem não leu, indico:

FAZ TEMPO que a Parada LGBT-SP perdeu o rumo. Uma pena...
Quem sabe com essas medidas (leia reportagem no link) as coisas não voltam pros trilhos?
Os objetivos se diluíram em meio à badalação dos trios e de um monte de gente que, na verdade, "se lixa" pros direitos homossexuais -- quer mesmo é ir "pra farra" e vê a Parada como um "carnaval fora de época".
Se isso (leia reportagem no link) vai fazer com que a frequência na Parada diminua, mas que se concentre ali quem realmente "(se) interessa", então eu quero mesmo é que limite -- e cada vez mais!
Só vai quem se interessa pela causa, quem direta ou indiretamente apoia a causa que vamos defender na rua.
É gostoso ter trio, é divertido, mas a coisa tomou uma proporção TAL que se perdeu.
A Parada virou o maior evento da cidade, gera muito lucro, atrai muita gente... Tornou-se um "negócio".
E quando começa a circular muito dinheiro, o "ideal" começa a descer pelo ralo.
A última vez que fui fiquei assustada com o vi: só tinha restado "a festa" -- a rua tava repleta de "manos" querendo "passar a mão" em lésbicas e tra(n)s. Cadê o respeito?
Senti saudades de paradas de anos anteriores...
Que fossem então apenas dois trios (não serão apenas 2... serão 20; veja em
http://www.paradasp.org.br/noticia0035), mas que se RESGATASSE o IDEAL da Parada LGBT-SP.
Ultimamente, a coisa tomou ares de "festa gay" -- "A alma do evento era a disputa entre as casas para ver quem levava os melhores DJs e os foliões mais animados (...)", disse na reportagem linkada Jamil Pessoa, sócio da Bubu Lounge Disco.
Pois é... foi isso que deu depois de mais de 10 anos: as pessoas acham que vamos lá "celebrar nossa linda homossexulidade bela e cor-de-rosa".
Cadê a luta pelos direitos? E fora da festa, ao longo do ano, os gays que apanham, os gays que são assassinados, os gays que se veem tolhidos em seus direitos, no mais amplo sentido da palavra -- são esquecidos nesta hora?
O que vale apenas é "por o corpinho pra vibrar" e disputar com o(a) amigo(a) quantas bocas vai beijar?
Ratifico: não sou contra o lado "divertido" (tem de haver e já me diverti MUITO!), mas com respeito pelo ideal da Parada, e que não se perca de vista o que estamos fazendo ali na rua.

Pra quem vai, boa diversão!
E antes de encerrar esta postagem, mais uma notícia (lida no Lelist; a fonte não foi citada):
"(...) a São Paulo Turismo (SPTuris) fez uma pesquisa que compara o público de 2005 com o de 2008: a presença feminina foi a que mais cresceu nos últimos quatro anos, passando de 34% para 47%. Enquanto isso, a aparição das bees caiu - de 66% para 53% em quatro anos. Já os héteros, que, segundo a pesquisa, buscam diversão, são mais assíduos: de 33% pularam para 40%. Corre o risco de a Parada mudar de nome..."
Tô dizendo... (tsc, tsc, tsc)


Imagem: sem fonte, mas inspirada na famosa foto de Joe Rosenthal que mostra soldados americanos erguendo uma bandeira de seu país na ilha de Iwo Jima durante a Segunda Guerra Mundial.